Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
Editorial

Insegurança escolar


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06/11/2019 às 07:19

A cena não se passa nos Estados Unidos, aconteceu em Manaus: um adolescente, de 17 anos, usa uma rede social para postar uma mensagem onde anuncia a intenção de matar estudantes numa escola estadual, na Zona Norte de Manaus. A polícia admite a autoria do texto ameaçador e afirma, mais tarde, que tudo não passou de uma brincadeira que vazou e provocou tumulto.

Produziu desespero entre estudantes, familiares e amigos desses estudantes. Mostra uma situação, um fenômeno que se alastra no mundo, com admiradores e incentivadores desse tipo de conduta criminosa responsável pela matança de milhares de pessoas em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil. Entre o limite da ‘brincadeira’ e a realização dos ataques, a história vem demonstrando que este está cada vez mais estreito e, por vezes, se confunde para ser tratado como tragédia.

É com essa realidade que professores, equipes de apoio nas escolas têm que lidar cada vez mais. O nível de estresse, de transtorno mental, impactos pessoais com a desestruturação familiar e a imersão cada vez maior em determinadas realidades virtuais são alguns dos fatores que favorecem a ocorrência desses episódios. Olhar com mais atenção para o ambiente escolar é uma exigência e, ao contrário, esses locais padecem com a falta de estrutura e acumulo de responsabilidades colocada nas costas de professores e pessoal técnico. A escola se tornou o lugar de recepção de pessoas para estudar e de uma infinidade de problemas vividos por essas pessoas sejam elas crianças, adolescentes, jovens ou adultos. 

Faltam instrumentos que possibilitem aos que estão na escola na função de atender os estudantes lidar da forma mais adequada com esses desafios postos cotidianamente nas mãos dos professores. E, por sua vez, estes, com seus problemas, sentem-se sozinhos e abandonados com os mais diversos casos de transtorno e obsessões de alunos.  Os representantes dos governos, das instituições e das associações comunitárias, das instâncias de mediação entre a escola e a sociedade estão diante de emergências que exigem posicionamentos mais ágeis e mais estratégicos para que sistemas inteligentes possam funcionar no monitoramento e na prevenção de situações que ameaçam a vida na escola e têm caraterísticas de se transformarem em tragédias.
 


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