Insensatez é aliada da pandemia

07/01/2022 às 10:03.
Atualizado em 13/03/2022 às 18:04

O primeiro óbito de um paciente acometido da variante ômicron no Brasil nos lembra que, apesar de menos letal em comparação às demais cepas, a ômicron mata e representa um perigo real para todos. Estudos atuais indicam que a nova variante já é responsável por mais de 90% das amostras analisadas no País. A disseminação da cepa no Brasil já era esperada pelos especialistas, em face do rápido avanço em todo o mundo. A projeção é que o número de infectados cresça nas próximas semanas, inclusive com pressão sobre a rede hospitalar.  

Porém, tudo indica que o razoável índice de vacinação evitará uma tragédia nas proporções observadas nos últimos dois anos de pandemia. E esse impacto pode ser ainda menor se a imunização for intensificada. O momento não poderia ser mais inoportuno para arroubos negacionistas, ataques à eficácia das vacinas e fake news. Nesse cenário, a vacinação de crianças se reveste de urgência, principalmente considerando o retorno as aulas nos próximos meses. Enquanto nações sérias já estão vacinando nessa faixa etária, o governo brasileiro perde tempo ao promover um debate que causa apenas confusão e desestimula a vacinação. Um desserviço ao próprio País. Dizer que o índice de óbitos de crianças por covid é baixo chega a ser um desrespeito às famílias dos mais de 300 meninos e meninas que já perderam a vida para a pandemia. As crianças estão em risco, existe vacina comprovadamente segura para essa faixa etária, já aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nada justifica o atraso na imunização dos menores.  

Lembrar que mais de 70% dos internados em decorrência da covid-19 são pessoas que não se vacinaram deveria bastar para convencer os mais resistentes. Os antivacina são minoria, mas contam com porta-vozes poderosos. Como o tenista Novak Djokovic, que está retido em um hotel na cidade australiana de Melbourne, já que teve o visto cancelado por não ter se vacinado contra a covid-19. É evidente que o atleta tem todo o direito de recusar a imunização, mas devia estar ciente das consequências.  

Certo está o Comando do Exército, que condicionou o retorno dos militares ao trabalho à vacinação contra Covid-19. 2022 tem tudo para ser o ano que vencemos a pandemia. A crise sanitária será superada, apesar da insensatez de tantos.

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