Quarta-feira, 22 de Setembro de 2021
Editorial

Investimento em aeroportos


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23/07/2021 às 07:20

As dificuldades logísticas sempre estiveram entre os principais entraves ao desenvolvimento do interior do Amazonas. Devido à imensidão da floresta e das longas distâncias, em muitos municípios, o modal aéreo é a única opção contra o isolamento geográfico, garantindo à população acesso emergencial a recursos básicos como atendimento médico-hospitalar. O problema é que são pouquíssimas as cidades que contam com infraestrutura aeroportuária adequada, de tal forma que as operações nos aeroportos acabam limitadas ou mesmo impossibilitadas. Essa situação pode ser superada por meio do projeto Aero Amazonas, cujo protocolo de intenções acaba de ser assinado pelo governador do Estado, Wilson Lima, e o presidente da Infraero, Paes de Barros. Pelo projeto, treze aeroportos serão reformados ou construídos no Estado.

 

Quem vive no interior e já precisou de atendimento médico de emergência conhece a corrida contra o tempo para chegar a um município que disponha de aeroporto e ser transferido para a capital ou para outra cidade melhor estruturada. O panorama amazônico é um exemplo de como a atuação estatal se faz necessária em face dos obstáculos para investimentos privados no setor. Devido aos elevados custos, a demanda de passageiros pelo transporte aéreo na região é baixa, e este acaba se restringindo às equipes de empresas específicas do setor privado e ao suporte às atividades do poder público. Com os aeroportos em plenas condições de operação, esse cenário pode mudar. O incentivo ao turismo, um dos grandes potenciais econômicos da região, pode aumentar a demanda pelo transporte aéreo, gerando renda no interior ao mesmo tempo em que populariza o modal e reduz o isolamento geográfico.

 

A assinatura do protocolo de intenções foi apenas um primeiro passo. O desfio agora é fazer o projeto sair do papel. As prefeituras também precisam aproveitar a disposição da Infraero e tomar parte no projeto, uma vez que são os principais interessados na iniciativa. O fato é que a situação dos aeroportos do interior não pode ficar como está. Governo federal, estadual, prefeituras, iniciativa privada... é preciso formatar um plano exequível para, finalmente, integrar o interior pela via áerea.


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