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Editorial

Jamais vou me calar!

29/10/2016 às 19:49 - Atualizado em 30/10/2016 às 09:49
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Meu pai e minha mãe, hoje acordei pensando que só me matando para fazer calar a mim, meus filhos e netos. Estou ainda mais convicta de que o slogan que guia a história de A CRÍTICA jamais vai se misturar à podridão de bandidos que, travestidos de ‘bons moços’, não unem o discurso à sua prática de vida - nem pública nem particular. Nunca irei me acovardar diante de corruptos que tem como missão saquear a cidade que nasci e escolhi viver, com discursos e promessas que enganam aqueles que só alimentam a esperança de morar em uma cidade melhor. Como bem disse a ministra do STF, Cármen Lúcia, “cala a boca já morreu”. E eu não vou me calar! Especialmente porque sei, como disse ela, que “não há democracia sem uma imprensa livre, ninguém é livre sem acesso às informações”.

Tentar calar A CRÍTICA só atende a interesses de quem está em meio à podridão. Por isso mesmo, não vou me acovardar. A lógica de ‘quanto menos informação, melhor’ só atende a ditadores, que pré-aprovavam conteúdos nos anos sombrios. Trinta anos depois, a história se repete. Mas, desta vez, juízes eleitorais determinaram um “direito de resposta”, sob vigilância de oficiais de justiça, com direito a slogan e número de um candidato, embora considerado nulo pela própria Corte, depois, no entanto, do jornal já estar nas ruas, causando danos irreparáveis não apenas ao veículo, mas também ao direito do leitor de ser informado. Mais que um retrocesso,trata-se de uma violência contra o veículo de comunicação, nossos leitores e a própria democracia. Independente de qualquer ameaça, nenhum “poderoso” irá nos amedrontar. Jamais vou me calar! Buscaremos em todas as distâncias a verdadeira justiça, em que tanto acreditamos.

Cristina Calderaro Correa, presidente da Rede Calderaro de Comunicação.