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Sim & Não

José Melo quer abreviar ‘sofrimento’

04/05/2017 às 21:03 - Atualizado em 04/05/2017 às 21:05
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Recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para se manter no cargo é uma alternativa que o governador José Melo (Pros), cassado pelo TSE, não alimenta como esperança, apesar da insistência de sua defesa. A pessoas próximas, Melo demonstrou frustração e cansaço com a peleja judicial, que se arrasta desde 2014. Na nota que distribuiu ontem aos secretários, ele confirma que não quer esticar o sofrimento e se despede: “Foi uma honra e uma alegria partilhar com vocês o nosso governo”. 

Pra já   Estudiosos no direito eleitoral divergiram sobre a aplicação imediata da decisão do TSE. Houve quem garantisse que Melo poderia aguardar os recursos ainda na cadeira. A ministra Rosa Weber, que presidiu a sessão, proclamou em plenário que a ordem era para “execução imediata”.

 Ajuizado   Cauteloso, o ex-deputado Marcelo Ramos (PR) disse nas redes sociais que o momento exige cautela porque “mexe com a estabilidade política e econômica do nosso Estado, com a vida das pessoas que aqui moram. É hora de pensar no Estado”, afirmou.


Desesperado  Já o senador Eduardo Braga (PMDB) lançou-se candidato imediatamente após a decisão do TSE, através das redes sociais de correligionários. Com direito a jingle de campanha.

Linha dura   Além dos ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, Herman Benjamin, relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer, foi o mais contundente no julgamento que cassou Melo e o vice, Henrique Oliveira (SDD). 

Arretado  “Um milhão de reais não é pouco recurso em Catolé do Rocha, minha cidade, e não é pouco recurso no Amazonas”, disse o ministro paraibano,  ao se referir ao repasse do governo do Estado à empresa de Nair Blair.

No topo  Na Internet, a discussão sobre o assunto tomou conta das redes sociais. No Twitter, a cassação de José Melo ficou no Trending Topics no Brasil.

Reação   O Ministério da Defesa articula a criação junto com o governo da Colômbia de uma ação conjunta na fronteira do país vizinho com o Amazonas para barrar a entrada de armas e drogas no Brasil. A informação foi dada pelo ministro Raul Jungmann em entrevista a José Luiz Datena , ontem, durante o programa “90 Minutos”, da Rádio Bandeirantes.

Encontro  De acordo com o ministro, as autoridades dos dois países já têm encontro marcado na próxima terça-feira (9), na Colômbia, para ajustar as ações de segurança. Segundo Raul Jungmann, o efetivo nas fronteiras “será intensificado até o final do ano”.

Reconhecimento 1 Uma ação civil pública em defesa do consumidor, movida contra a Eletrobras Distribuição AM e a Aneel, está concorrendo ao prêmio “República de Valorização”, do MPF. A divulgação dos ganhadores acontece na próxima terça (9), em Brasília. 

Reconhecimento 2 A força-tarefa que conseguiu derrubar a  cobrança das bandeiras tarifárias é composta pelo MPE/AM, Defensoria Pública do Estado, Procon Amazonas, Ouvidoria do Procon Municipal e Comissões que atuam em defesa dos Direitos do Consumidor na Câmara Municipal de Manaus e na Assembleia.