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Editorial

Justiça está chegando

17/12/2016 às 14:01
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A corrupção, como já dissemos aqui inúmeras vezes, é, possivelmente, o problema que mais tira o brasileiro do sério, tanto que até admite o uso de recursos extra-legais para combatê-la sem nem imaginar que um dia isso possa se voltar contra toda a sociedade.

Em termos filosófico, essa “bronca” nacional contra o esporte favorito de alguns políticos, se apropriar do que é do povo, da sociedade, da coletividade, decorre do fato que a corrupção subtrai oportunidades, privilegia a malandragem e, ao final e ao cabo, mata pessoas nas portas de hospitais, enche cadeias de bandidos que não tiveram uma oportunidade de vida diferente ao frequentar um banco escolar.

Pois hoje A CRÍTICA mostra que um dos casos mais escabrosos da vida pública estadual relacionado a corrupção está prestes a ser julgado, com a data marcada para o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado e deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD), de encontrar com a Justiça, justiça que tanto o povo clama contra os que escorregam para, aprov eitando o momento, o lado negro da força.

O relator do caso no Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador Jorge Lins, informou que a ação penal proposta pelo  Ministério Público Estadual (MP-AM) pedindo a condenação de Nicolau entrará na pauta de julgamento em fevereiro de 2017, assim que os magistrados retornarem das férias judiciais anuais.

Além da condenação, o MP-AM, que reuniu provas robustas no caso da construção de um edifício-garagem e outras estruturas na ALE-AM, pede ainda  suspensão dos direitos políticos por até dez anos e devolução de R$ 5,5 milhões pelo suposto superfaturamento nas obras . Não é pouca coisa.

Neste sentido, a Justiça do Amazonas vai se debruçar sobre um caso que bem exemplifica como os homens públicos se transformaram em “anões” patrimonialistas, que se preocupam apenas com o próprio umbigo, que ao invés de servir ao povo, acabar por se servir deles.

Este comportamento, contudo, tem dias marcados para acabar, pois a alma nacional não aguenta mais esse tipo de postura e exige dos julgadores uma atitude firme e propositiva na punição e no combate. Corrupção, por assim fizer, virou uma chaga que todos querem extirpar.