Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
Editorial

Lições da 41ª Expoagro


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07/10/2019 às 07:51

Nesta semana, deve sair o primeiro balanço da 41ª Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro) e será, no geral, positivo. Seis depois, a feira retorna e o público a recepciona com muita disposição, indica nessa postura, o quanto o evento feira agropecuária, é promissor e tem todos os elementos para se tornar uma referência nesse setor na cidade de Manaus.

O outro lado dessa história exige ser, profunda e seriamente, reparado para assim se constituir em bom evento e possibilidades reais de bons negócios. O contrato com o Centro Universitário Nilton Lins, sem licitação, no valor de R$ 800 mil, precisa ser explicado, e o Ministério Público de Contas (MPC) deve continuar buscando explicações e respostas para a dispensa de licitação. O aluguel da área deveria corresponder a observância de alguns procedimentos e até recuperação de trechos, pequenos, para que todos pudessem nele transitar. Não foi o que ocorreu, pessoas idosas com dificuldades de locomoção e cadeirantes sofreram para ter esse direito de participar.

Faltaram placas de informações que pudessem ajudar o público a fazer um roteiro técnico-cultural otimizando os espaços de pedestres entre as barracas e, principalmente, evitando a colisão de pessoas no ir e vir. É como a feira tivesse sido feita a toque de caixa mas com custo alto para o cofre público. A parte do estacionamento, um velho problema nessa modalidade de exposição, poderia ter sido melhor resolvida se desde cedo orientações adequadas tivessem sido dadas. E placas informativas colocadas, o problema gerado foi menos por falta de espaço para estacionar e mais por falta de informação em tempo hábil e em local de visibilidade.

Não é possível afirmar que o público se retraiu. A previsão era de 350 mil pessoas nessa edição da Expoagro. Será difícil saber quantos foram porque não houve nenhum sistema de contagem do público funcionando, pelo menos de forma visível, a não ser que os acessos ao local da feira tivessem sensores para medir essa presença. De qualquer forma, muita gente foi à feira e muitos foram submetidos a um tratamento no mínimo desrespeitoso. Se a Expoagro está na 41ª edição é de se concluir que há expertise acumulada e esta deveria ser colocada em favor do evento, da sociedade e do próprio governo estadual que a retoma. Há potencial sendo desperdiçado.


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