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Editorial

Lições de Parintins: terra dos bumbás Garantido e Caprichoso

03/07/2017 às 21:14
Show parintins

Encerrado o 52º Festival Folclórico de Parintins na madrugada de segunda-feira, o balanço é o mais positivo dos últimos anos. Nem a crise segurou as pessoas e, melhor, há um sentimento de alegria e prazer dos visitantes na cidade do folclore. Aquele sentimento que faz com que o turista ao chegar de volta em casa queira falar do que viu, de como é o lugar e diga “eu volto no ano que vem”, levando mais gente nessa viagem. Assim, com essa frase muitos turistas estão passando por Manaus.

Valeu à pena acreditar no folclore e fazer parcerias para exibir a festa no Brasil e no mundo. É esse sentimento que a Rede Calderaro de Comunicação (RCC) tem ao término de mais uma edição do festival de Parintins. Foram muitos meses de preparação, de montagem das equipes, de conversas para fechar parcerias e de apostar nessa brincadeira em um momento muito delicado para a vida política do País, o que faz com que setores que poderiam e deveriam participar se encolhessem e até se fechassem. O mundo teve mais uma vez a chance de ver um espetáculo único onde criatividade, alegria, amor e paixão são os ingredientes principais. Os que decidiram ficar mais uns dias poderão acompanhar a festa da vitória, do boi-bumbá Caprichoso, e de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do município e porque não dizer dos bumbas Azul e Vermelho que há anos a exaltam na arena do bumbódromo.

Os números da participação e dos efeitos da festa não estão consolidados, mas se as estimativas estiverem dentro de um patamar real mais de 60 mil pessoas foram acompanhar o Festival Folclórico de Parintins (dados do Ministério do Turismo indicavam 70 mil; e da Polícia Militar do Amazonas, 110 mil). Mais de R$ 50 milhões, previsão da prefeitura do município, são injetados na cidade em função da festa dos bumbas e 5 mil postos de trabalho abertos.

Parintins mostra aos governantes como é possível e proveitoso incentivar a cultura popular e os eventos que essa cultura mobiliza anualmente. No Amazonas, um dos mecanismos de desenvolvimento pode ser esse. No entanto, é preciso ter responsabilidade no potencializar as diferentes festas sem que elas percam o que as distingue ou a elas sejam vinculadas imagens negativas, de violência e de falta de respeito. A RCC acredita nesse potencial e está pronta para ser parte dele na defesa e divulgação das culturas do Amazonas e da criatividade dos seus povos.