Publicidade
Editorial

Luta de mulheres

08/03/2019 às 07:53
Show mmmbahianewhit c017ff49 77cf 45e2 98b0 c864eb1d85c1

O ativismo de mulheres põe neste 8 de março uma das maiores e mais diversificadas expressões de resistência em plataformas de lutas no mundo. No Brasil, e em especial no Amazonas, as atividades em torno do Dia Internacional da Mulher estão marcadas por fortes elementos de maior aproximação dos inúmeros coletivos, esforço para ampliar as ações e participação mais expressiva de mulheres jovens que se engajaram nos diferentes espaços de luta para contribuir a partir de suas habilidades.

É um 8 de março que se apresenta nas ruas, nas praças e nos espaços virtuais de forma criticamente determinada, firme e ousada. Para os coletivos feministas e de mulheres, a busca pelo fortalecimento das lutas e aproximação das diferentes correntes tornaram-se  fundamentais no cenário mundial e brasileiro de agora. Os projetos em andamento, na visão desses movimentos, se configuram como ameaças reais à dignidade das mulheres e dos homens, das crianças e dos jovens, também impõem., se forem mantidos, condições de maior precarização a parcel mais numerosa da população e tendem a insuflar a violência como condição de vida.

Nessa linha, o feminicidio tornou-se um dos graves problemas a ser enfrentado. Os números crescem e as respostas do estado brasileiro a essa prática têm sido marcadas entre a omissão e lentidão. No Amazonas, no período de 2016 a janeiro de 2019, foram assassinadas 32 mulheres (dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública) e   centenas estão sequeladas física e psicologicamente.

O esforço de reunir amplas parcerias e ampliar o diálogo entre movimento social e organizações governamentais é um dos aspectos positivos no que pode ser visto como busca por respostas que deem conta de oferecer instrumentos efetivos no enfrentamento da violência contra a mulher e promovam maior segurança às mulheres. O caminho a ser percorrido é longo, difícil e marcado por confrontos que produzem diariamente muito sofrimento. Mas, as mulheres estão dispostas a continuar a caminhar, a se juntarem e gritarem cada vez mais alto “basta de violência contra a mulher!” Uma sociedade que assume o respeito as mulheres tende a superar outras formas e violência e estabelecer padrão de convivência mais saudável porque nessa luta de mulheres estão abrigadas as lutas de tantos outros segmentos sociais igualmente vitimizados. Historicamente, a luta feminista e de mulheres se faça na luta pelos direitos humanos.