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Editorial

Mais tranquilidade nas ruas

17/11/2017 às 22:20 - Atualizado em 17/11/2017 às 22:21
Show limpador 123

Merece aplausos a decisão da Secretaria de Estado da Segurança Pública, que proibiu a atuação dos limpadores de para-brisas nas ruas de Manaus. Alguma atitude teria que ser tomada diante dos frequentes casos de ameaças e até mesmo agressões contra motoristas. Em muitos casos, interagir com os limpadores  significa correr sérios riscos em áreas como a rotatória do El Dorado, como alguns motoristas puderam constatar da pior forma recentemente. Manaus precisa de ordenamento e os cidadãos, de segurança nas ruas.

É bem verdade que muitos limpadores são pessoas honestas que apenas tentam conseguir alguns trocados para sobreviver.

Mas, infelizmente, a atividade tem sido a favorita de muitos mal-intencionados, e até mesmo foragidos da Justiça, que usam de intimidação para extorquir os condutores nos semáforos. Com a proibição dos limpadores de para-brisa, quem estava atuando nessa atividade terá que procurar outra coisa para fazer. A venda de água, frutas e acessórios automotivos continua liberada, e a Secretaria de Trabalho (Setrab) está incumbida de atender os ex-limpadores interessados em migrar para outra atividade.

A intimidação e a ameaça também são utilizadas pelos flanelinhas nos diversos pontos da cidade. O próximo passo do poder público bem poderia ser a proibição ou regulação da atividade dos guardadores de carros. Nada justifica qualquer pessoa ter que pagar apenas porque estacionou o carro em determinado local.

Os condutores se veem obrigados a pagar sob pena de ter o veículo danificado e serem hostilizados pelos flanelinhas.  Essa atividade deveria ser banida das ruas. Em eventos, quando uma grande quantidade de carros estaciona nas ruas, os organizadores poderiam se responsabilizar pela segurança dos veículos, por meio de agentes contratados para essa finalidade. Atualmente, nessas ocasiões, os flanelinhas simplesmente loteiam as vias próximas ao evento, deixando os condutores reféns dos guardadores, que cobram valores que podem chegar a R$ 50.

Entendemos que as pessoas precisam trabalhar para sustentar suas famílias, mas isso pode ser feito sem abusos e sem afrontar os outros.