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Editorial

Mais um 1º de maio, dia do trabalhador: é hora de manter o otimismo

30/04/2017 às 19:43 - Atualizado em 30/04/2017 às 19:45
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Mais um 1º de maio, quando o mundo todo comemora o Dia do Trabalho, uma tradição que começou em Paris há 128 anos. No Brasil, uma grande parcela dos trabalhadores pode estar desanimada para comemorações diante do desemprego histórico e das incertezas quanto ao futuro – dados do Ministério do Trabalho dão conta de que a falta de emprego já atinge 14 milhões de brasileiros. A situação é difícil, não se pode negar, a classe trabalhadora tem sido duramente atingida pelos efeitos da crise. As oportunidades de trabalho são disputadas por um enorme contingente de desempregados, o que contribui para baixos salários e condições nem sempre vantajosas.

Mas também há motivos para manter o otimismo. Um deles é que a economia começa a dar sinais claros de recuperação. O Banco Santander, por exemplo, revisou para cima a projeção de desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do País para o primeiro trimestre. A estimativa saltou de 0,5% para 1,1% de crescimento. Isso é muito importante porque representará – se for confirmado – a interrupção de oito trimestres consecutivos de queda no PIB, o fim da recessão e talvez, o início da retomada do crescimento econômico.

Um indicador que fortalece esse argumento é o próprio recuo da inflação, resultado da redução nos juros que vem sendo promovida pelo Banco Central. Especialistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação para este ano pela sétima vez consecutiva. Antes, eles esperavam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminasse  2017 em 4,06%. Agora, a projeção caiu para 4,04%, devido ao comportamento dos preços. Vale lembrar que em 2015 a inflação superou a barreira de 10%.

É uma questão de tempo para que a melhora na economia ocasione a criação de mais empregos, um movimento que deve ocorrer com mais intensidade a partir do próximo ano, com a confirmação dos indicadores positivos. O País ainda está em “mar aberto”, mas a tempestade está passando, e já existem sinais de “terra à vista”.

É razoável acreditar – diante dos indicadores – que este ano terminará com uma economia mais forte que nos últimos. Independentemente de questões político-partidárias, este Dia do Trabalho é para os trabalhadores o momento de renovar as esperanças em dias melhores, e eles virão com certeza.  É hora de trabalhar com afinco. As mudanças nas leis trabalhistas vão entrar em fase de discussão no Senado Federal. Felizmente, vivemos em uma democracia. Cabe a cada cidadão acompanhar o trabalho do senador que ajudou a eleger para garantir mudanças justas e equilibradas tanto para empregadores como para empregados.