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Editorial

Manaus pede mobilização

25/10/2017 às 21:41
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As manifestações para além da festa e comemoração do aniversário de Manaus apontam para uma cidade em agonia. São  problemas que se enraízam e produzem desilusão à população como e não houvesse saídas.

Aos 348 anos, Manaus vem sendo historicamente atropelada nas suas possibilidades enquanto cidade. Não  há falta de recursos financeiros e sim falta de vontade política dos gestores públicos para cuidar da cidade e de sua população.

Caberá aos segmentos empresarial, institucional, dos movimentos populares e de todas as forças de resistência em defesa da vida de Manaus a tarefa de  pressionar e reivindicar políticas públicas que tenham na cidade mais humana a sua centralidade. As reformas a serem feitas  só ocorrerão se houver disposição de luta e de propor iniciativas que retomem a sustentabilidade como direção de desenvolvimento urbano. O aniversário de Manaus se  apresenta como pauta para ser percebida e realizada.

É hora de tomar decisões importantes para Manaus ampliar discussões  e organizar novo planejamento para que no futuro mais recente alcance indicadores melhores. Setores estratégicos estão sendo sucateados e outros que deveriam ter sido incentivados foram paralisados ou sequer saíram  da condição de ideia. A morosidade  no planejamento e na tomada e ações  empurram para baixo as potencialidades que a cidade  possui e faz avançar as desigualdades sociais, a violência ao mesmo tempo em que inibem o crescimento da produção da ciência, da tecnologia, da inovação e da multiculturalidade.

É importante que todos questionem como estará Manaus em seus 349 anos ou daqui a dez anos. E o que cada cidadão pode fazer hoje para traçar um novo futuro. Manaus reclama iniciativas mais coletivas, firmes e de longo prazo que estejam definidas em bases para além dos mandatos governamentais. A cidade que tem sido tratada como balão de ensaio e pede para superar esse triste tempo de estágio longo. Para isso, as reclamações, as críticas e os sentimentos difundidos em diferentes plataformas pelos manauaras nascidos  e aqueles que a adotaram  devem ser consideradas e valorizadas. Pensar sobre essas manifestações representa reunir os subsídios  que emergem da população e desenhar a partir deles novos caminhos que construirão uma nova Manaus.