Quarta-feira, 03 de Junho de 2020
Editorial

Medidas mais duras


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06/04/2020 às 07:56

Regras mais duras para conter a circulação de pessoas são indispensáveis no momento que a escalada da doença ameaça levar ao colapso o sistema público de saúde no Amazonas. Medidas drásticas, tanto do governo do Estado como da Prefeitura de Manaus, tiveram que ser tomadas porque parte da população, principalmente da capital parece ainda estar em fase de negação coletiva. Há até quem acredite que tudo não passa de uma fantasia, uma grande armação para desestabilizar o governo federal, uma manipulação da mídia para causar pânico na população. Uma ampla gama de teorias da conspiração alimentam um negacionismo que beira o ridículo. A ignorância é um dos principais aliados do coronavírus.

Em Manaus, principalmente nas áreas periféricas, as pessoas seguem uma rotina praticamente normal, sem se importar com o risco de se expor ao vírus que já matou perto de 500 pessoas no País, e contaminou centenas no Amazonas, epicentro da pandemia na região. Não podemos esperar que o choque de realidade venha com a morte de pessoas próximas, a população precisa ter consciência da seriedade da situação. Infelizmente, a pandemia chegou, está nas ruas, contaminando e matando. Muitos empresários têm reclamado do rigor das medidas, que preveem  até cassação de alvará de estabelecimentos de áreas não essenciais que abrirem as portas.

Mesmo com os pacotes lançados pelos governos estadual e federal, as consequências  econômicas da pandemia  serão duras e não resta dúvida que muitos empresários não resistirão. Mas o momento da recuperação, de correr atrás do prejuízo  virá depois.  Agora, a prioridade é cuidar das vidas. O isolamento social, mesmo ignorado por muitas pessoas, tem surtido efeito retardante na disseminação do vírus no País segundo vários estudos. Quanto mais pessoas aderirem, menor será a circulação do novo coronavírus, o contágio ficará sob controle, de modo que  a rede pública de saúde terá condições de atender a demanda de pacientes.

O momento é de união. O coronavírus será derrotado, mas a duração da crise depende da atitude de cada um. Se todos os que podem ficar em casa, ficarem mesmo, muitas vidas serão salvas. É óbvio que muitas famílias não têm recursos para manter o isolamento por muito tempo. É aí que entra a solidariedade e a necessidade de o poder público ser eficiente na garantia de renda mínima a quem precisa.


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