Sexta-feira, 03 de Dezembro de 2021
Editorial

Medidas para reativar a economia


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27/10/2021 às 06:32

Ao conceder reajuste ao funcionalismo público estadual – conforme anunciado pelo governador Wilson Lima nesta terça-feira -, o governo busca corrigir discrepâncias nos salários dos servidores e contribuir para a reativação da economia estadual. É claro que há certo peso eleitoral na medida, mas isso não anula o aspecto socioeconômico e os efeitos positivos na economia amazonense no momento em que cresce a esperança de que a pandemia caminhe para o fim e a roda da economia volte a girar. 

É fato que o pagamento do funcionalismo representa importante injeção de recursos na economia de qualquer cidade ou estado brasileiro, ainda mais em face das dificuldades atuais. O país e o mundo já começam uma nova fase, marcada por inflação, perda de poder aquisitivo e baixo crescimento econômico. Mas cabe a cada unidade federada avaliar as próprias possibilidades e buscar formas de contribuir para a retomada do crescimento. O reajuste dos servidores passa por aí, independentemente de conveniências eleitorais. 

E não deixa de ser um movimento arriscado do ponto de vista político, já que algumas categorias inevitavelmente terão reajuste maior que outras, o que está relacionado mais à defasagem histórica do que à discricionariedade dos gestores públicos. Não há como fugir da insatisfação dos que ficaram, aparentemente, com menos, quando comparam seus ganhos com os de outros.

Por outro lado, porém, de modo geral, o efeito dos reajustes – que variam de 2,4% a 31,63% - terão impacto positivo no aquecimento da engrenagem econômica do Estado, contribuindo para a recuperação de setores como comércio e serviços, que estão entre os mais afetados pela pandemia. Este deve ser o foco dos gestores públicos: colocar efeitos práticos à frente de objetivos de natureza eleitoral. Contribui para o mesmo fim a antecipação do décimo-terceiro salário que, sabidamente, é um dos fatores que transformam o Natal na melhor data para o comércio. Esse aspecto merece especial atenção quando consideramos as projeções do mercado que apontam para a possibilidade de um Natal com vendas minguadas neste ano. Tudo que puder ser feito para estimular o consumo nesse período tão importante será decisivo na recuperação que se espera em 2022.


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