Medidas preventivas para evitar o pior

12/01/2022 às 10:00.
Atualizado em 13/03/2022 às 18:06

Diante do avanço da variante ômicron em vários países, inclusive no Brasil, é fundamental intensificar as campanhas em prol da vacinação. O aumento no número de casos já é uma realidade no Amazonas. Ontem, foram diagnosticados mais de 1,2 mil novos casos de Covid-19, totalizando 437.197 diagnósticos confirmados da doença no estado. Trata-se do maior registro diário desde março. Dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) confirmam a tendência de alta, ligando o sinal amarelo no Estado. Por meio de novas medidas sanitárias e intensificação da vacinação, o governo do Estado tenta evitar o caos. Providências como a carreta do Vacina Amazonas – atualmente posicionada no Centro de Convivência Padre Pedro Vignola -, a aplicação de vacinas em supermercados e as restrições à realização de eventos são medidas acertadas no enfrentamento da crise sanitária.

Importante ressaltar que Manaus está prestes a completar um ano desde uma das maiores tragédias de nossa história recente. Em 14 de janeiro de 2021 teve início a crise do oxigênio, quando a falta do insumo nas unidades hospitalares levou pacientes de covid-19 à morte. Para prevenir e evitar nova atrocidade, o governo publicou chamamento público para credenciamento de leitos clínicos e de UTI, para pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou com Covid-19, de outras unidades de saúde privada da capital. A medida está prevista no Plano de Contingência Estadual do Amazonas para o enfrentamento da pandemia.

Porém, nada disso terá efeito se a população não se conscientizar da importância da vacinação e de cuidados sanitários como uso de máscaras, higienização e distanciamento social. É preocupante que tantas pessoas simplesmente ignorem os imunizantes e até atuem ativamente contra as vacinas. Independentemente de motivações pessoais - geralmente relacionadas a religiosidade, ativismo ideológico ou baixa capacidade cognitiva – o grande número de pessoas não vacinadas coloca em risco a segurança de todos e mantém o risco de uma terceira onda que, ainda que não apresente a letalidade dos anos anteriores, pode causar superlotação nos hospitais e mortes que poderiam ser evitadas. Apenas em Manaus, mais de 100 mil pessoas não tomaram uma dose sequer da vacina, e aproximadamente meio milhão ainda não buscaram a segunda dose.

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