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Editorial

Meio Ambiente em questão

22/06/2017 às 21:12 - Atualizado em 22/06/2017 às 21:14
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A Amazônia segue sendo um deserto de interpretações e incompreensões. Se por um lado o Governo Federal decide fazer vistas grossas ao desmatamento, por outro os países desenvolvidos permanecem firme na postura de mantê-la um santuário sem no entando pagar por este importante serviço ambiental que prestamos ao mundo. Que fazer?

O presidente Michel Temer, visto como um aliado dos desmatadores e dos empresários do agronegócio, tem encarado nas viagens internacionais dele toda sorte de protestos de militantes das causas ambientais. Na internet uma ação, iniciada pelo modelo brasileira Gisele Bundchen, que mora em Nova York, não para de receber adesões da classe artística pedindo que o presidente reconsidere suas posições sobre a Amazônia. Na Rússia ouviu protestos no mesmo sentido, mas vem da Noruega os protestos mais enfáticos, pois vieram acompanhados da decisão do governo local de parar de financiar a luta pelo desmatamento em projetos governamentais. Ou seja, não foi só grito, foi ação que mexeu na parte mais sensível de um governo que vive de crises: o caixa.

Sem os recursos vindos de países desenvolvidos, como a Noruega, todo o esforço do Governo Brasileiro de contar o desmate da floresta será seriamente abalado. Faltará dinheiro para projetos de desenvolvimento sustentável, para fiscalizações em campo e até mesmo para o monitoramento em tempo real feito por órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade.

Em que pese o Governo Brasileiro, ainda na gestão Dilma Rousseff (PT), ter assumido o compromisso de desmatamento zero até o ano de 2030 na COP de París, a mesma da qual o documento final o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou sua assinatura, o Brasil não conseguiu desenvolver uma política ambiental pacífica e de aprovação unanime. Muito ao contrário, o País segue privilegiando o agronegócio, até porque é um dos poucos setores da econômica que está resistindo a crise econômica e garantindo que as perdas do Tesouro Nacional sejam menos críticas. Aqui também cabe a velha e clássica pergunta feita no início: Que fazer?