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Editorial

Melhores ideias

25/04/2016 às 21:33
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Os políticos profissionais em atividade no País parecem não ter percebido a gravidade da quadra nacional pela qual passamos, quando os ânimos da população estão exaltados com as revelações da operação Lava Jato, o incipiente processo de impeachment contra a presidente Dilma Roussef, a série de acusações contra os presidentes do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB/AL) e da Câmara federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), a prisão de um ex-senador importante é até mesmo o desabamento de uma ciclovia na cidade do Rio de Janeiro inaugurado em janeiro. Ninguém pode, neste cenário, desconhecer que a população está de muitíssimo mau humor com nossos gestores da coisa publica.

Pois é exatamente neste momento que, na Câmara Municipal de Manaus, nossos vereadores se debruçaram na sessão de ontem sobre oito projetos de lei que criam datas comemorativas ou tombam alguma coisa, ou seja temas soluta ente irrelevantes e que só devem estar na pauta devido à algum interesse paróquias do vereador que a propõe. Dentre as irrelevâncias está a criação da Semana educativa de conscientização para a pratica de soltar pipas sem uso do cerol e linhas  chilenas nas escolas públicas e privadas de Manaus. Aqui não se discute o mérito de ensinar aos nossos garotos sobre os riscos inerentes ao uso do cerol e das linhas chilenas, mas isso claramente não é um assunto para a municipalidade se envolver, é tema pra ser tratado na família, onde a verdadeira educação acontece.

Mas essa é só uma da ideias que povoam a cabeça dos nossos vereadores, sempre pródigos nas discussões frágeis e rasteira. Enquanto isso, os problemas efetivos das comunidades vão ficando para um quinto plano, como por exemplo a normatização e regulamentação do processo que culmina com o reajuste das tarifas públicas. Até hoje, por exemplo, foram poucas as iniciativas dos vereadores no sentido de obrigar o sindicato patronal a abrir os números da planilhas de custos do sistema. O resultado é que toda vez que se faz necessário fazer o reajuste, as partes entram em conflito e precisam recorrer ao Judiciário, como atualmente. Se houvesse uma sistemática clara e distinta definida, todo o processo seria simples e sem conflitos.

Destaque se também o quanto estes projetos criam custos para o erário municipal, sim porque os vereadores de Manaus recebem toda uma estrutura em gabinetes e na contratação de profissionais especializados e caros para oferecer melhores ideias para a comunidade.