Publicidade
Editorial

Mobilidade urbana a passos lentos

10/06/2017 às 17:33 - Atualizado em 10/06/2017 às 20:22
Show mobilidade

Uma lei federal do início da década obrigou que todos os municípios brasileiros elaborassem Planos de Mobilidade Urbana para acessar recursos federais destinados a obras dessa área. De um prazo para que os planos fossem elaborados, discutidos e aprovados pelas respectivas câmaras municipais.

Pois bem, a Prefeitura de Manaus, com a lerdeza que é peculiar na atual gestão, fez um plano de mentirinha e conseguiu aprová-lo na câmara no prazo devido e assim continuou adimplente para pleitear recursos do Governo Federal.

O problema é que passados quase 18 meses nada do que foi colocado naquele plano saiu do papel. Especialistas ouvidos por A CRÍTICA afirmam que o problema do plano feito “nas coxas” somente para não fechar a torneira do erário federal é que ele é generalista demais, tem objetivos difusos e estratégias de fazer corar o senso comum. O resultado de tão insuspeitas qualidade é que ele não é aplicável e deixa o cidadão manauense em maus lençóis quando espera por melhorias no trânsito, transporte coletivo de qualidade e espera pela boa convivência dos diversos atores sociais que se movem pela cidade.

Pois pensando nessas deficiências do Plano de Mobilidade Urbana oficial, entidades do setor produtivo de nossa cidade em boa hora foram a luta, arregaçaram as mangas e colocaram na mesa de debates ideias que podem transformar a vida na cidade e, como é lícito, melhorar a logística para as atividades que eles exercem.

Batizado de “Contribuições do Setor Produtivo para a Mobilidade Urbana de Manaus”, o documento elaborado sob a coordenação técnica das entidades do setor produtivo foi entregue ao poder público municipal, no último dia 25, pelo Comitê Cidadão - uma coalizão da sociedade amazonense organizada em defesa dos direitos civis e teve a participação de  engenheiros da Fieam, Cieam, Faea, Sinetram,  Crea-AM, além do Sinduscon-AM, CAU/AM, Corecon-AM, Cremam, Setcam, Comitê Cidadão, Sifretam, Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Amazonas.

Todos trabalharam voluntariamente e deram o melhor de seus conhecimentos para a elaboração deste plano alternativo. A bola agora está novamente com o gestor  da cidade.