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Editorial

Mobilizações pró-diretas já

28/05/2017 às 19:31 - Atualizado em 28/05/2017 às 19:32
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As manifestações por eleições diretas no Brasil, ocorridas ontem, em várias cidades brasileiras apontam em direção a uma luta a ser intensificada nos próximos dias, que se configura na rejeição à permanência do presidente Michel Temer no cargo. Enquanto Temer busca reunir apoio de setores empresariais e do Congresso Nacional para sobreviver no posto, do lado de fora é perceptível o crescimento das ações em torno do ‘Fora Temer’. Representantes de instituições e de entidades - como ocorreu na última semana com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que oficializou pedido de impeachment do presidente da República - vêm a público para juntar-se ao coro dos que pedem a saída de Temer.

Decisões entre Governo Federal e Congresso Nacional vêm sendo implementadas em meio a ambiente tumultuado e negociações no mínimo suspeitas porque não têm transparência embora afetem diretamente a vida de todos os brasileiros.  O desmonte de estruturas político-sociais pela ‘ponte para o futuro’ revela-se desde já como ponte para o retrocesso. Mudanças são necessárias e reformas há muito reivindicadas precisam ser feitas. No entanto, o modelo de execução dessas reformas está marcado pela imposição e pelo entendimento arcaico de que cabe aos mais pobres arcarem com o valor maior da conta. Áreas que têm sido privilegiadas historicamente permanecem com seus interesses resguardados o que fragiliza a proposta de reformas mais profundas e mais justas. O que está se confirmando é a velha política do arrocho para a maioria enquanto poucos permanecem com seus privilégios como se estivessem em ilha superprotegidas. 

O que muda com os projetos que estão postos hoje para os brasileiros? Não há sinais de mudanças que conduzam para uma melhoria do País de forma mais igual, sem ilhas, e com maior alcance para os brasileiros. Nesse sentido é importante que os setores populares mobilizem-se cada vez mais para apresentar suas propostas, uma delas começa a ser construída pela Frente Brasil Popular e que inicia um primeiro diálogo entre as organizações sociais para construir uma agenda mais coletiva sob o nome Plano de Emergência para o Brasil pensada em dez eixos: Democratização do Estado; Política de Desenvolvimento, emprego e renda; Reforma Agrária e agricultura familiar; Reforma Tributária; Direitos sociais e trabalhistas; Direito à saúde, à educação, à cultura, à moradia; Segurança pública; Direitos humanos e cidadania; Defesa do meio ambiente; Política externa soberana.