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Editorial

Morosidade nas obras da av. Djalma Batista

15/06/2018 às 21:17
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A obra tocada pela Prefeitura de Manaus na Avenida Djalma Batista é um retrato fiel da morosidade, uma das características mais marcantes da atual gestão municipal. Após mais de três meses, o serviço de substituição da rede de drenagem profunda no cruzamento da avenida Djalma Batista com a rua Pará, ainda não está nem perto de terminar. E não há, sequer, uma previsão para a conclusão das obras.

O transtorno é grande para quem precisa trafegar na área e, principalmente, para os empresários do entorno que veem seus negócios definharem dia após dia.

Seria de supor que a presença de um restaurante da Rede McDonalds, gigante do setor de fast food - e que não funciona desde que as obras foram iniciadas - motivaria a Prefeitura a abreviar os trabalhos. Mas nem isso. Só para registrar, a unidade em questão é um restaurante próprio da rede, se fosse de um franqueado, o empresário, provavelmente iria à falência.

Outros empreendimentos localizados nas imediações já estão no limite, amargando prejuízos diários com a queda na movimentação de clientes. E pior: sem expectativa de normalização.

Não resta dúvida que o serviço é necessário. A rede de tubulação é muito antiga e nunca foi substituída. Sem a intervenção, as consequências poderiam ser trágicas. O que se questiona é a demora absurda e injustificada. O mínimo que a Secretaria de Obras poderia fazer é informar a população a respeito do andamento dos trabalhos e do cronograma de execução. A falta de comunicação deixa a impressão de que os trabalhos são feitos de qualquer jeito e sem o planejamento necessário.

A situação da obra na Avenida Djalma Batista é apenas um exemplo de tantas outras intervenções inacabadas pela cidade. Uma delas é a reconstrução de uma ponte na Rua Itaitê, Feira do Mutirão, na Zona Leste. Lojistas, consumidores e moradores já se acostumaram com a presença de máquinas a serviço da Prefeitura. Mas a situação do local, parcialmente interditado para reconstrução da ponte, é a mesma há quase um ano. Os trabalhos acontecem a passos de tartaruga, prolongando o transtorno de todos.

Infelizmente, o suplício dos empresários, moradores, estudantes e todos os cidadãos que aguardam o término das obras não tem qualquer previsão para chegar ao fim.