Sexta-feira, 03 de Abril de 2020
Editorial

Mudança de hábitos


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24/03/2020 às 08:35

A crise imposta pela pandemia de covid-19 está causando uma revolução nas relações pessoais, de trabalho e de consumo. Empresas de segmentos específicos estão tendo que adotar “na marra” o teletrabalho, modalidade que foi incluída no ordenamento jurídico com a última reforma trabalhista, mas que era utilizada de forma muito tímida no Brasil, o que mudou radicalmente com a chegada do novo coronavírus ao País. E está dando certo.

A medida já é adotada por parcela significativa do funcionalismo público federal e estadual, além de empresas de diversos segmentos, inclusive no ramo da comunicação. É a construção de uma nova forma de trabalhar, uma mudança desafiadora, ainda em maturação, mas que, certamente, após a superação da crise - e ela será superada - estará integrada solidamente entre as relações de trabalho.

No que diz respeito ao consumo, mais do que nunca, a compra virtual, feita por meio de aplicativos e a entrega de produtos em domicílio - de alimentos a vestuário - tendem a crescer de maneira acentuada neste ano e nos próximos. Quando a pandemia for definitivamente vencida, as pessoas retornarão aos restaurantes e às lojas físicas, mas o comércio online estará mais forte do que nunca. 

É certo que mudanças abruptas como as que estão em andamento no mundo por causa da pandemia, estão vitimando muitas categorias profissionais. Como fica o caso dos garçons com as pessoas fora dos bares e restaurantes? Como ficam os proprietários desses estabelecimentos, entre tantos outros ramos afetados pelo advento da covid-19? Empresários de todos os portes e trabalhadores precisam ser ajudados para conseguir sobreviver neste período de extrema dificuldade. Medidas nesse sentido estão sendo tomadas.

O governo federal vai liberar R$ 16 bilhões para ajudar estados e municípios nas ações de combate à pandemia, R$ 2 bilhões para a assistência social, além de R$ 8 bilhões especificamente para a área da saúde. No Amazonas, o governo estadual já anunciou a destinação de R$ 40 milhões em crédito, por meio da Afeam, para socorrer micro e pequenas empresas em dificuldade por causa do impacto da pandemia.  São medidas importantes, mas que  devem preceder outras até que o cenário de crise seja vencido.


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