Publicidade
Editorial

Mudanças climáticas

01/06/2017 às 22:55 - Atualizado em 01/06/2017 às 22:57
Show presidente03333

Uma nova ordem econômica mundial se levantou nos últimos anos em vários países e mudou a face das tratativas internacionais para se conter as mudanças climáticas, um problema que é comum a todas as nações civilizadas do planeta.

Essa debacle ambiental entrou num ritmo mais acelerado ontem quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpriu uma de suas mais polêmicas promessas de campanha e retirou o maior  poluidor do mundo do Acordo de Paris, assinado na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas para o Meio Ambiente e cujo foco principal é reduzir as emissões dos gases do efeito estufa.

Responsáveis por aquecer o planeta a partir das ações antrópicas, os gases, principalmente carbono e metano, teriam suas emissões reduzidas aos níveis do início dos anos 90 conforme o acordo assinado na capital francesa por 187 países, sendo que dois dos participantes, Síria e Nicarágua, não concordaram com os termos e agora ganharão a companhia do Estados Unidos. O acordo só teve tamanha abrangência porque contou com a assinatura do então presidente dos EUA, Barack Obama.

Foi Obama que pressionou para que o segundo maior poluidor do planeta e o País mais resistente aos termos do acordo, a China, assinasse o compromisso. Com a decisão de Trump de sair, quem agora garante que o próximo a cair fora não será a China?

Mesmo o Brasil, que por iniciativa da então presidente Dilma Rousseff se comprometeu em eliminar o desmatamento ilegal até 2030, agora não terá motivos para seguir com este compromisso. Que vantagens teríamos em dar a nossa cota de sacrifício para o bem do planeta se os maiores poluidores seguirão livres leves e soltos emitindo carbono e metano?

 Neste sentido, é preciso uma rearticulação dos organismos multilaterais com vistas a manter o máximo possível dos termos do acordo, que por si, dizem alguns especialistas, não é suficiente para conter os estragos da ação humana no planeta. Em outra ponta, a diplomacia mundial deve fazer pressões  com vistas  a enquadrar a posição norte-americana.  O país que é líder mundial precisa dar o exemplo e não apenas pensar de olho no próprio umbigo.