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Editorial

Mudar a orientação

05/11/2016 às 13:23
Show como escrever bem estudo

Uma sociedade complexa e gigantesca, com uma sociodiversidade única no mundo, como é o caso da brasileira, em geral, e a amazonense, em particular, exige soluções inventivas e criativas para a gama de problemas que se abatem sobre a população cotidianamente.

Neste cenário é que se impõe como necessário o investimento pesado em ciência e tecnologia, bem como na formação de profissionais em áreas em que estamos carentes, notadamente cita-se aqui as engenharias, desde as mais aparentes, como a Civil, até as mais inovadoras, como as da área de nanotecnologia.

De acordo com um levantamento feito no início da década passada, a formação profissional no Brasil entrou numa espiral que consagrou as áreas do Direito e assim nos tornamos um País de advogados. Na outra ponta notou-se que nos países que estavam avançando nas suas economias e na qualidade de vida de seus habitantes havia um número maior de engenheiros e, portanto, era para esse caminho que a educação brasileira deveria migrar: deixar de ser um país de advogados para torna-lo um país com mais engenheiros.

Neste sentido foi criado aqui no Amazonas um projeto educacional que agora vemos os resultados, o Pró-Engenharias. Consiste em identificar os alunos do ensino médio com vocação e talento para lidar com números, equações, inovação, tecnologia de ponta e coloca-los para trabalhar de maneira colaborativa e sob a supervisão de um professor. Pois deu muito certo.

A CRÍTICA mostra hoje, por exemplo, o resultado obtido por quatro destes grupos, todos da escola estadual Petrônio Portela, que apresentaram seus resultados numa mostra nacional com muito sucesso.

Os jovens amazonenses integrantes do Pró-Engenharias resolveram - no todo ou em parte - problemas afeitos a pessoas com deficiência; criaram aplicativos para os usuários do sistema de transportes de Manaus acompanhar os roteiros dos ônibus e as condições do trânsito nessas rotas; desenvolveram inventos para diminuir o gasto com energia eletrica e também para aproveitar as garrafas pets na construção de casas flutuantes. Assim, é de bom alvitre que iniciativas como o Pró-Engenharias siga recebendo atenção e recursos, posto que os resultados são animadores.