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Editorial

Mulheres sob ameaça permanente

24/11/2017 às 22:14
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 A partir deste sábado até o dia 10 de dezembro, centenas de organizações e coletivos em diferentes países estão mobilizadas em ações pelo fim da violência contra a mulher. O movimento “16 dias de ativismo” é uma das principais manifestações nesse período que tem no 25 de novembro o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher. 
No Brasil, os 16 dias de ativismo ocorre desde outubro somando com campanhas que buscam alertar e sensibilizar mulheres quanto ao direito à saúde, acesso ao tratamento digno e combate ao câncer de mama, um dos que mais mata mulheres no País. Neste sábado, em Manaus e outras cidades brasileiras, ocorrerão diferentes atividades, caminhadas, debates públicos e atos culturais. Na capital amazonense, grupos de mulheres e homens ativistas se reunirão na Praça da Polícia (Praça HeliodoroBalbi) para seguirem em marcha até o Largo São Sebastião. O mote da campanha deste ano é denunciar os assassinatos de mulheres no Amazonas e reivindicar providências governamentais que reforcem a segurança e a integridade das mulheres amazonenses.
Relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e a ONU Mulheres chama atenção para o alto grau de violência de gênero a que estão submetidasas mulheres da América Latina e do Caribe. O documento situa essa região como a mais violenta do mundo para mulheres. Apesar de o número de países com políticas nacionais de proteção às mulheres ter aumentado de 24 (corresponde a um crescimento de 74%, em 2013) para 31 (crescimento de 94%, em 2016), a América Latina e o Caribe permanecem na condição de região mais violenta do mundo às mulheres. De cada cinco mortes de mulheres, duas são resultados da violência doméstica, aponta o relatório.

Outros números apresentados no documento, com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que quase 30% das mulheres nessa região do mundo foram vítimas de violência por parte de seus companheiros, e 10,7% foram vítimas de violência sexual por terceiro.

A discriminação e o preconceito as mulheres negras e indígenas compõem a outra face da violência que no Brasil vive uma fase de exacerbação. Os 16 dias de ativismo se constitui em uma frente de mulheres e homens e de instituições/organizações que lutam para eliminar a violência contra a mulher e construir uma cultura de diálogo e de respeito.