Domingo, 15 de Setembro de 2019
Editorial

Na história, a luta por liberdade


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05/09/2019 às 08:12

Há 169 anos, o Amazonas era reconhecido como Província e ganhava autonomia em relação a Província do Grão-Pará. Neste 5 de setembro, feriado estadual, é a ideia de liberdade e de construção de um Estado que assegure participação e dignidade dos seus habitantes que volta à cena pública para ser festejada e também pensada criticamente. Que lugar querem construir o conjunto dos moradores do Amazonas e dos poderes instituídos cuja responsabilidade é proteger e cuidar dessa unidade da federação?

A resposta não é fácil e tem se tornado a cada dia mais complicada. De qualquer forma, necessita ser dada como processo permanente. O ato consolidado em 1850 respondeu a uma série de posicionamentos que envolveram inúmeras pessoas e ganharam repercussão no grau de compromisso assumido por figuras como João Batista Terneiro Aranha, que viria a se tornar o primeiro presidente da Província. Foram as lutas e os conflitos sociais e de grupos de poder que não cessavam os instrumentos para que o Amazonas alcançasse à condição de Estado. São memórias importante para o povo deste lugar que exigem ser conhecidas e relembradas como elemento de reconexão histórica de um povo.

Os festejos e protestos no Amazonas e na Amazônia neste 5 e 7 de setembro ganham referência no País e no mundo em decorrência da crítica situação a que estão sendo submetidos. Esta região brasileira está no centro da atenção nacional e internacional em duas direções, uma a que pretende, a partir de uma nova orientação de política de desenvolvimento e tem na Amazônia o espaço de realização de vários projetos; e a outra que questiona e reage à proposta governamental. Que independência e autonomia o Brasil quer realizar? Por que um país, com as características do Brasil, e uma região como a Amazônia, com enorme potencial são submetidos a longos ciclos de pobreza, miséria e exclusão? Por que a desigualdade entre ricos e pobres é mantida como marca da história do País? Festejar a independência corresponde a pensar sobre o que significa ser independente e como funciona a percepção interna de independência de uma nação e, externamente, no trato com os governos das demais nações. No Amazonas e no Brasil, a liberdade, a independência e o respeito estão no conjunto das manifestações que levaram um entendimento de que era preciso superar formas de aprisionamento e de subserviência para definirem os caminhos que desejam seguir.


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