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Editorial

Nada definido

15/04/2016 às 21:58
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Caso o processo de impeachment contra Dilma seja aprovado neste domingo e iniciado no Senado Federal, o afastamento da presidente não será suficiente para destravar o País. Isso porque Michel Temer atuará por até 180 dias na condição de presidente interino, sendo que interinidade terá como efeito a limitação de seus poderes. Isso significa que as reformas necessárias ao avanço do País dificilmente serão pelo menos discutidas. Todas as atenções estarão voltadas para o Senado, onde, tudo indica, uma nova batalha pelo voto dos senadores será levada a cabo até a decisão definitiva. Até lá, o País seguirá estacionado.

Por outro lado, se conseguir barrar o impeachment ainda na Câmara, a presidente terá muito trabalho para reconstruir uma base de apoio que lhe permita governar.

Neste cenário –  considerando os danos que a paralisia administrava pode causar à nação com o agravamento da crise política – o melhor para o Brasil seria a renúncia da presidente. Michel Temer assumiria em definitivo, com plenos poderes para forjar as alianças necessárias para garantir a governabilidade da Nação, pondo um fim à crise política.

Infelizmente, não há solução ideal.

Temer na presidência teria Eduardo Cunha como segundo no comando. O mesmo Cunha que teria recebido propina de R$ 52 milhões em 36 parcelas, segundo delação. Ainda assim, seria o cenário menos pior, diante da grande possibilidade de afastamento do pemedebista - seja por decisão do Conselho de Ética da Casa, seja por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

De qualquer forma, esse panorama, longe de ser o ideal, está igualmente longe de concretizar, uma vez que Dilma, diferente de Fernando Collor, em 1992, dificilmente renunciará. Ao longo da vida, ela já deu demonstrações suficientes de uma grande capacidade de resiliência e resistência diante de cenários hostis.