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Editorial

Negócios bons e rentáveis

24/06/2017 às 14:12 - Atualizado em 24/06/2017 às 14:13
Show guia das festas juninas de maca  2017 2

Há no Brasil um período bonito, mobilizador de milhares de pessoas, fomentador de micro e pequenos negócios e de reforço ao multiculturalismo. São as festas juninas. O Nordeste e oNorte são espaços plenos dessas festividades que resistem bravamente. Cada cidade reúne o que tem de melhor para apresentar e viver as festanças em torno dos santos como Antônio, João e Pedro, os mais populares.

As festas juninas podem vir a se constituir como espaços propulsores da economia, da boa convivência, das descobertas positivas, de uma parte muito importante da alma brasileira. Infelizmente, os gestores públicos e a perda de referência nas comunidades atuam na maioria das vezes para deslocar o secundarizar os eventos juninos. A persistência de grupos de quadrilhas e de outras danças tem sido um dos instrumentos de luta para não deixar encolher tanto ao ponto de apagar essa cultura. Em algumas cidades de Pernambuco, Maranhão e da Paraíba junho é um tempo especial e muitos brasileiros estão buscando esses lugares e suas festas. No Amazonas, Borba e Parintins mobilizam multidões. O primeiro tem em Santo Antônio a principal atração e o segundo no folclore sob a batuta de dois bumbás – Garantido e Caprichoso, e Manacapuru, com suas cirandas. Manaus já foi palco de destaque para os festivais folclóricos e, hoje, a festa persiste de forma mais discreta pela disposição de seus criadores e seguidores que anualmente encontram uma razão para marcar a quadrilha, colocar as danças no chão colorindo a vida, renovando o gosto dos encontros em meio as iguarias de época.

Se os gestores públicos e as instituições atuassem estrategicamente para valorizar as “quadras juninas” possivelmente estariam investindo em melhor convivência, redução da violência, e valorização cultural. Mais ainda, incremento dos negócios comunitários que poderiam ativar uma quantidade expressiva de trabalhos, desde o vendedor de pipoca em vários sabores, da maçã do amor, as costureiras, os artesãos, os fazedores de doces e mingaus. Enfim, uma rede gigantesca da economia da cultura poderia ser acionada como grande momento bom que faz bem a maioria das pessoas. E isso não significa transformar esse movimento em mais uma instância de dependência e de realização de negócios espúrios. As festas juninas merecem atenção e zelo.