Domingo, 21 de Julho de 2019
Editorial

Novela da BR-319 continua


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25/06/2019 às 08:29

E a infindável novela da rodovia BR-319 segue com sua trama repetitiva e sem qualquer expectativa de um final feliz. A essa altura, é  difícil acreditar em promessas do governo federal, considerando o tanto de palavras empenhadas por presidentes e ministros a respeito da plena recuperação da “rodovia da integração” que, por enquanto, não integra nada devido ao estado de absoluta precariedade em vários trechos.

Desnecessário falar da relevância estratégica que a BR-319 tem, ou deveria ter, para o Brasil, uma vez que o Norte do País seria finalmente integrado por terra ao restante do território. Os Estados de Amazonas e Roraima contariam com caminho asfaltado para buscar novas opções de desenvolvimento. Para a Zona Franca de Manaus, uma rodovia  plenamente trafegável ligando as capitais de Amazonas e Rondônia seria uma vantagem logística colossal para o modelo já tão combalido. Com tantas vantagens evidentes, não só para Manaus, Boa Vista ou Porto Velho, mas para todo o País, é muito difícil compreender por que a questão da rodovia vem se arrastando há tanto tempo. Que forças políticas, econômicas ou metafísicas atuam para impedir o projeto de reconstrução dos trechos críticos.

A dúvida da vez é de onde virão os recursos necessários às obras. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) já avisou que só tem dinheiro para manter, de forma precária, a trafegabilidade da estrada ao longo do que resta deste ano. Algumas opções surgiram na audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) ontem. Uma delas é a utilização dos recursos recuperados por meio da operação Lava Jato. É uma boa ideia defendida por alguns parlamentares, mas que precisa ganhar eco no governo federal, a quem cabe definir o destino dos recursos que devem retornar aos cofres públicos. Parte do dinheiro que havia sido desviado de forma criminosa pode cumprir, agora, uma importante função socioeconômica.

Outra alternativa, também muito válida, é a utilização dos recursos contingenciados da Suframa. São verbas geradas em Manaus, pelas empresas incentivadas e que se encontram retidas pelo governo federal para composição de superávit primário. Seja qual for a solução, as lideranças políticas e empresariais do Estado terão a chance de discutir o problema diretamente com o presidente na próxima reunião do CAS.


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