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Editorial

Novembro azul

31/10/2016 às 22:03
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A saúde é uma das principais preocupações do brasileiro, sobretudo quando ocorrem as eleições e esse tema ganha relevo nos debates políticos. No entanto, resta provado que quando a responsabilidade pela manutenção da saúde está com o próprio cidadão, ele tem declinado de aproveitar o que o Estado oferta e assim despreza recursos públicos e piora sua expectativa de vida.

Isso ocorre, por exemplo, em relação aos cancêres de mama e colo uterino, no que diz respeito as mulheres, e de próstata, no caso dos homens brasileiros.

As mulheres, mais conscientes após campanhas de saúde, como a do Outrubro Rosa, que mobilizam bastante a sociedade brasileira, estão frequentando mais os consultórios e fazendo os devidos exames de mamografia e papanicolau. Isso, paradoxalmente, faz aumentar o número de casos, mas tem o lado bom de que elas estão descobrindo precocemente a doença e assim iniciando mais cedo o tratamento e tendo mais chances de cura. Não por acaso a expectativa de vida das mulheres, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é maior que a dos homens.

Os homens, tradicionalmente mais refratários a ideia de cuidar da saúde, enfrentam um inimigo silencioso quando se trata do câncer de próstata, que só apresenta sintomas em estágios avançados e quando a chance de cura são menores. De acorcom a estimativa do Instituto Nacional do Câncer, o Amazonas vai registrar neste ano 520 novos casos deste tipo de doença, sendo 330 somente em Manaus. No Brasil 61,2 mil homens serão diagnosticados. A projeção feita pelo Inca para o período que vai 2015 a 2035 é de que taxa de mortalidade fique em 30%. É muita gente!

Para reverter este quadro, acabar com o preconceito e conscientizar os homens sobre a importância dos exames de PSA e de toque retal começa hoje a campanha Novembro Azul em todo o Brasil. Eventos, em instituições públicas e privadas, associações e ongs, vão mobilizar toda a comunidade contra a doença e a favor da vida saudável dos homens, que precisam, por sua vez, esquecer o preconceito absurdo e fazer anualmente os exames necessários.

Isso significa vida, vida plena e com qualidade. Sem eles, com o problema detectato tardiamente, o sofrimento será bem maior.