Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Editorial

Novo desastre ambiental


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20/10/2019 às 07:14

Desde o final de agosto - portanto, há quase dois meses - as praias do Nordeste vêm sendo manchadas por petróleo no que pode ser o maior derramamento de óleo da história do País, uma tragédia ambiental sem precedentes que não afeta apenas o turismo, mas principalmente a fauna e flora marinha, além de comunidades pesqueiras e áreas de conservação com equilíbrio ecológico dos mais sensíveis. O impacto ambiental pode se estender por décadas, segundo alertam biólogos e oceanógrafos que acompanham o problema. As consequências são imprevisíveis, pois a decomposição do óleo pode liberar substâncias nocivas aos seres humanos e à natureza.

Apesar da gravidade da situação, que exige medidas imediatas dos governos federal e estaduais, pouco foi feito até agora. A inércia do governo diante da tragédia fez o Ministério Público Federal (MPF) questionar o ministro do Meio Ambiente sobre o plano de ação que será adotado para contornar o problema ou, pelo menos, mitigar seus efeitos.

Na última sexta-feira, o MPF ajuizou uma ação coletiva movida pelos nove estados nordestinos atingidos pelas manchas de óleo, pedindo que a Justiça Federal adote, no prazo de 24 horas, um plano de emergência. Até agora, os órgãos estaduais só conseguem remover parte do óleo que chega às praias, sendo que mais material continua chegando.

A relação do governo federal com os Estados do Nordeste nunca foi das melhores. Ninguém esquece o episódio em que comentários depreciativos do presidente da República direcionados à região  foram captados por microfones. A situação atual é grave demais para que querelas de qualquer tipo interfiram na rápida busca por soluções. Neste momento, mais importante que identificar os culpados, é encontrar formas de conter o avanço do óleo e retirá-lo do meio ambiente o mais rápido possível. Espera-se que o governo abandone a inércia, deixe um pouco de lado a guerra com o PSL - uma batalha pelo controle do dinheiro do partido - e volte a atenção para o que realmente importa. Não é só a tragédia ambiental que exige atenção; mais de 12 milhões de desempregados aguardam por oportunidades, empresários esperam um cenário mais favorável para investir, e o Brasil inteiro espera que o governo comece a trabalhar com seriedade.


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