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Editorial

Novos servidores podem melhorar qualidade do serviço público prestado à população

17/02/2018 às 19:11 - Atualizado em 17/02/2018 às 19:14
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A simples efetivação de novos servidores no serviço público, em suas diferentes esferas, pode, potencialmente, melhorar a qualidade do serviço prestado à população por motivos óbvios: os novos profissionais estarão motivados, ansiosos com o início da nova carreira, felizes por alcançar finalmente a tão almejada vaga no serviço público e dispostos a dar o melhor de si na para se destacar na nova função.

É o que deve acontecer ao longo deste ano com pelo menos 19 mil novos servidores que serão selecionados por meio de concursos públicos para professores, policiais, escrivães, agentes administrativos e várias outras funções. O serviço público no Amazonas deve passar por uma necessária arejada. Porém, algumas ponderações são pertinentes. A primeira delas é que, infelizmente, o Estado tem um triste histórico de concursos realizados em que os aprovados precisam esperar anos a fio pela almejada convocação, que nem sempre acontece. Até aí, nada de ilegal; é prerrogativa do poder público realizar as convocações de acordo com sua própria necessidade. Mas para que promover um concurso público, mobilizando milhares de candidatos esperançosos se não houve perspectiva de convocação? Quando isso acontece, é, no mínimo, uma grande falta de respeito com os candidatos.

Outro fator é que, se por um lado, os novos servidores chegam bastante motivados, a administração pública tem a responsabilidade de aproveitar essa motivação para dinamizar os serviços e atender melhor a população. Para isso, os antigos e novos profissionais precisam de atenção, acolhimento, boa remuneração, reconhecimento e um ambiente de trabalho adequado e salutar. Lamentavelmente, isso também é raro. Aos poucos, condições ruins de trabalho podem destruir a motivação inicial, limitando a capacidade transformadora dos novos servidores, que podem ser impregnados pela mesmice e por velhos vícios, sem benefícios práticos para a qualidade do serviço prestado à população.

Esses são aspectos que precisam ser observados com atenção. É perfeitamente possível – e necessário – empreender no serviço público. Antigos e novos servidores precisam de espaço para apresentar suas ideias, e serem reconhecidos por sua contribuição. O excesso de hierarquização precisa dar lugar ao dinamismo. O serviço público tem um grande potencial transformador, mas velhas práticas precisam ser abandonadas. Não há mais espaço para cabides de empregos para apadrinhados políticos nem para fisiologismo. O sucesso ou fracasso da administração pública depende fundamentalmente dos servidores. Já passou da hora de dar a eles o protagonismo necessário para a evolução que o serviço público precisa.