Terça-feira, 24 de Novembro de 2020
Editorial

O dia seguinte


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16/11/2020 às 06:26

 

Nesta manhã de segunda-feira, 16 de novembro, o Brasil terá conhecido os prefeitos eleitos e aqueles candidatos que irão ao segundo turno, no dia 29. Uma ou outra informação poderá alterar o cenário, mas na maioria dos 5.570 municípios o quadro dos prefeitos eleitos estará formado. As eleições de domingo reafirmaram o ritual da escolha e da maneira como os eleitores, em suas cidades, perceberam os candidatos, acolheram suas propostas e ou suas falas, afinaram-se com os interesses por eles representados ou posicionaram-se contrário a tais procedimentos.


A campanha eleitoral em momento atípico na história, provocada pela pandemia da Covid-19, chegou a milhares de cidadãos e de eleitores, rechaçada, apoiada, recepcionada como humor e produtora de um turbilhão de memes. Ao final dela, fica expresso o resultado da composição de imaginários dos eleitores que decidiram ir às urnas em relação à política, aos partidos, e ao próprio exercício de votar. 


Aos que forem confirmados pela justiça eleitoral com eleitos e, em primeiro de janeiro, empossados, desde já está posta a tarefa quer como prefeitos, quer como vereadores. Há muito a ser feito para, de um lado, reduzir os graves problemas porque passam os municípios do País, acentuados pela pandemia, e, de outro, colocar as cidades em perspectivas mais atraentes para obterem desenvolvimentos humano, econômico e ambiental. No Amazonas, todos os 62 municípios reivindicam indicadores que atestem de fato melhor condição de vida, o processo de precarização da vida, do trabalho, da saúde e do meio ambiente é acelerado e atinge a grande maioria do povo brasileiro e do povo do Amazonas. É o que se constata nas ruas das cidades onde os problemas ganham concretude e andam nas ruas, nos becos, estão nas praças, nas portas dos hospitais, nas periferias econômicas.


Realizar as eleições neste momento é uma vitória da Justiça Eleitoral e da cidadania. É igualmente a reafirmação do êxito de um sistema de votação pela urna eletrônica que reforça o posicionamento contra a já anunciada disposição de retroceder nesse modelo. Que desde já a ideia de volta às cédulas impressas seja desconstruída e os interesses de tumultuar derrubados. No geral, mais uma vez, o voto eletrônico no Brasil demonstra ser viável, confiável e moderno. Outras experiências que podem fazer avançar mais nessa área é quem devem ser estimuladas.


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