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Editorial

O FGTS e a nossa economia

14/02/2017 às 21:42
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O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) completou 50 anos de criação em 2016 ainda servindo de grande instrumento de formação bruta de capital em nosso País. A rigor, talvez a única forma, pois a poupança patina em seus diversos problemas, que, de certa maneira, também atinge o fundo dos trabalhadores.

Não são poucos os números importantes construídos com o dinheiro depositado nas milhões de contas ativas e inativas. Conforme o sítio oficial dele na internet, foram investidos aproximadamente  R$ 360 bilhões, em valores nominais (não atualizados monetariamente), para o financiamento de mais de 10 milhões de moradias em todos os Estados brasileiros.

Somente no setor imobiliário, que usa e abusa dos recursos dos trabalhadores depositados no FGTS, foram beneficiados diretamente 58 milhões de brasileiros e gerados ou mantidos mais de 18 milhões de empregos.  Ainda seguindo os dados oficiais,  em  10 anos (2006 a 2015), o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço foi o responsável por 52% das unidades habitacionais financiadas no Brasil e que garantiram um teto para  quase quatro milhões de unidades (3,984 milhões).

 É muita coisa e delas devemos todos nos orgulhar por essa solução nacional!Pois agora, eis que novamente o FGTS vem ajudar-nos a sair do atoleiro - cevado pela  crise econômica que se abate sobre o Brasil - liberando o saque em milhares de contas inativas.

E os amazonenses vão poder abocanhar uma parte destes recursos, que serão pagos a partir do dia 10 de março. Segundo a Caixa, operadora do FGTS, um contigente estimado em mais de 341 mil trabalhadores do Amazonas terão direito a fazer o saque, cujos valores totais devem somar R$ 353.882.160,67, uma bela injeção na economia amazonense, ela também vítima da crise econômica.

Neste sentido, cabe elogiar a decisão  do Governo Federal de aproveitar o fundo para animar a economia, mas ressalavar que bem melhor faria a equipe econômica se mudasse a forma de remuneração do dinheiro ali depositado pelos trabalhadores, que hoje rende menos que a poupança.

 Se quisermos mantê-lo como nossa fonte de formação bruta de capital, o caminho é tornar mais atrativa a rentabilidade que recai sobre as contas dos trabalhadores.