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Editorial

O setor primário

14/11/2017 às 22:33
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O Amazonas está prestes a se livrar de um problema fito-sanitário que há tempos vem atrapalhando um importante setor da economia local, a pecuária, que é a suspeita de manter rebanhos expostos ao risco de contrair a febre aftosa, uma doença que praticamente  tira os produtores amazonenses do mapa do mercado de carnes no Brasil e também no mundo.

A luz no final do tunel se materializará no próximo dia 4 de dezembro quando o governador Amazonino Mendes e o ministro Blairo Maggi, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) assinam o termo de reconhecimento de que o Estado  estará fora do risco de aftosa nacionalmente. A partir daí imediatamente 12 municípios do Sul do Amazonas, que hoje concentram os maiores rebanhos, poderão  comercializar a carne em todo território nacional. Imediatamente, conforme os especialistas, produtores de Envira, Eirunepé, Pauini, Lábrea, Boca do Acre, Tapauá, Ipixuna, Canutama, Apuí, Manicoré, Humaitá e Guajará estarão livres para vender carne in natura para frigoríficos de Estados com produção mais consolidada e, com o passar do tempo, melhorar as condições do rebanho e passar a beneficiar a carne para abastecer mercados ávidos por ela, como é o caso de Manaus. Segundo dados da Secretaria de Estado da Produção Rural, o mercado de carnes da capital amazonense é 80% abastecido por frigoríficos de outras regiões.

Uma consequência importante deste reconhecimento de Estado livre de febre aftosa é que toda uma cadeia de produção poderá ser formada para abastecer países estrangeiros vizinhos da região Amazônica, como os da tríplice fronteira, Peru e Colombia, que são compradores natos de carne da nossa região.

Por fim, a pujança da pecuária do Sul do Amazonas poderia se espalhar por regiões produtoras de outras calhas de rio e que são vocacionados para está atividade, como é o caso de Parintins, Nhamundá e Maués no baixo Amazonas e os municípios de Careiro, Careiro da Várzea e Autazes, nas vizinhanças de Manaus.

Ao final e ao cabo também será importante ativar o setor primário, hoje responsável por irrisórios 7% do Produto Interno Bruto do Estado, quase todo proporcionado pela atividade industrial concentrada nas fábricas da Zona Franca de Manaus.