Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020
Editorial

O sofrimento dos passageiros de ônibus


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16/10/2020 às 08:13

As ruas de Manaus estão, todos os dias, com ônibus quebrados e, repetidamente, são os do modelo articulados que, parados na pista, produzem transtornos não somente aos passageiros que têm suas viagens interrompidas, retardadas, mas no fluxo do trânsito gerando congestionamentos de longo percurso.

A repetição dessas cenas foge à normalidade e pede providências do órgão municipal responsável para fiscalizar a prestação de serviço e dos demais setores das instituições que estão vinculadas pela responsabilidade de monitorar os serviços públicos básicos e propor iniciativas para corrigir problemas, transformar e inovar na direção do bem da comunidade do lugar onde estão inseridas.

O transporte coletivo da cidade é um deles. Os problemas que ocorrem nesse setor são antigos, por algum período minimizados para, em seguida, explodirem quer seja na pane repetitiva, na lotação dos vagões, na falta de limpeza adequada destes, na precarização da frota em operação. A publicidade em torno dos avanços nesse segmento permanece ativada e longe da realidade vivida pelos usuários do sistema.

No item pane dos ônibus, a situação tornou-se cansativa e banal.  Centenas de pessoas saem todos os dias de casa ou para casa querem retornar e são interditadas pelo ônibus que não apresenta condições de trafegar. No caso dos articulados, o número de pessoas prejudicadas dobra e estas, quase sempre, são obrigadas a ficar em local inadequado, com muito sol, no aguardo de um outro coletivo que possa completar o itinerário. Aceitar essa realidade é dizer sim a uma prática pública de desrespeito para com os usuários de ônibus e jogar ao lixo anos de luta popular para garantir leis que funcionem e um modelo de transporte coletivo de mais qualidade.

É o que está sendo feito em Manaus. As batalhas travadas por décadas para superar um tipo de sistema cartelizado, ampliar e renovar em tempo adequado a frota, estabelecer dignidade no transporte público de massa produziram alguns efeitos, inclusive na voracidade de aumentar o preço do bilhete de passagem. Mas, agora, é como se o setor estivesse livre para agir e maltratar os passageiros, os motoristas e cobradores. O que está acontecendo e por que? Quando medidas eficientes serão adotadas para impedir a manutenção desse quadro?  
  
  
 


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