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Editorial

O suicídio e a importância da valorização da vida

02/09/2017 às 15:55 - Atualizado em 02/09/2017 às 16:02
Show suici

A sociedade e as autoridades precisam parar de tratar a questão do suicídio como um tabu e encará-la como o que de fato se trata: um problema de saúde pública. É de extrema gravidade que não pode ser ignorado.

A cada semana, uma pessoa tira a própria vida em Manaus. No Brasil, a média é de um suicídio a cada 45 minutos. 
Se 90% dos suicídios podem ser evitados, segundo os especialistas, o que podemos fazer para evitá-los? Cada vida que se vai de forma prematura, põe fim a um universo de possibilidades, de realizações.

Com a chegada do mês de setembro, entra em cena a campanha Setembro Amarelo, que tem o objetivo de debater a questão do suicídio com vistas à prevenção. A campanha, no entanto, precisa ser pautada por ações concretas, discussões profundas e ações objetivas com resultados mensuráveis. Para prevenir o suicídio, não basta jogar luzes amarelas sobre os prédios públicos. Do contrário, será apenas o início dos meses coloridos - logo em seguida vem o outubro rosa e o novembro azul. 

Dados do Ministério da Saúde colocam Manaus na 9ª posição entre os casos de suicídio no País. Para mudar essa triste estatística, precisamos encontrar as motivações, as circunstâncias que levam as pessoas a desistir da própria vida. 

Psicólogos falam em diversos fatores de ordem social, econômica ou mesmo psicológicos. Um grande passo seria identificar potenciais suicidas e encontrar formas adequadas de oferecer ajuda. Eles podem estar em qualquer lugar, bem perto, na cadeira ao lado, debaixo do mesmo teto. Podem estar, mesmo que não pareça, pedindo ajuda, tentando encontrar um motivo para continuar vivendo. 
Segundo alguns profissionais, às vezes, tudo que essa pessoa precisa é ser ouvida. É compartilhar com alguém a angústia que sente, o sofrimento ou o conflito que acredita não ser capaz de suportar sozinho. 
Felizmente, há algumas iniciativas exitosas. O Núcleo de Apoio a Vida Manaus (Navima), em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pretendem abrir um núcleo na capital como forma de oferecer apoio emocional a quem precisa. O CVV presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. O atendimento é pelo telefone 141.