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Editorial

O terror avança no Estado do Amazonas

27/07/2017 às 22:46
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O ataque com tiroteio no shopping Manauara na noite de quarta-feira dá o tom da violência em Manaus. Abre uma porta que indica a fragilidade do Estado em estabelecer mecanismos de proteção à população e de reação mais ágil em episódios dessa ordem.  Estabelecimentos comerciais de grande movimentação pública, como o são os shoppings, podem nesses acontecimentos, se palco de tragédias.

A insegurança acompanha a vida dos moradores de Manaus e das outras cidades do Amazonas. A organização criminosa amplia a presença no Estado, cria bases sofisticadas no interior, arregimenta jovens e adolescentes em escala vertiginosa. Háviolência que é realizada diariamente nos bairros de Manaus e vem sendo banalizada, tamanha a repetição dela. Os ataques, as sequelas e as mortes são, no dia seguinte, esquecidos para registrar novos casos.

O que ocorreu na noite de quarta-feira no shopping, um lugar com sistema próprio de segurança, aponta a gravidade dessa situação. Os ataques podem ocorrer em qualquer lugar, em qualquer momento. É uma guerra civil produzia produzida e mantida por interesses que, no Brasil, ganharam reforço de “legalidade” quando se identifica conexão de servidores públicos dos três Poderes com representantes de organizações criminosas garantindo facilidades e informações sigilosas como parte de negócios paralelos pagos em alto preço.

A configuração geográfica do Amazonas chama atenção de líderes de grupos criminosos pelas vantagens que oferece de fuga e de implantar núcleos nas cidades do interior onde as fragilidades e carências são maiores. Donos de sistema de informações eficaz e de equipamentos modernos, detentores de muito recurso financeiro, esses chefes encontram nesta região um refúgio privilegiado para agirem com chances de êxito. Os rios do Amazonas e de certo da Amazônia não possuem proteção adequada, são vastas áreas onde embarcações e as pessoas circulam por muitos quilômetros semabordagens e averiguações que possam significar ação de segurança.

O deslocamento de grupos criminosos, a formação de redes criminosas no Norte do País há muito tempo deixou de ser uma ficção. É realidade expressada no clima de medo que acompanha as pessoas, nos modelos dos ataques feitos e nas mobilizações que essas redes conseguem realizar no Estado. O ataque ao shopping não resultou em tragédia, desta vez. Que o Estado, desmantelado pela ação da falta de ética na política, se movimente e impeça o avanço das organizações criminosas.