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Editorial

O voto é a melhor arma do cidadão

17/06/2017 às 13:09 - Atualizado em 17/06/2017 às 13:15
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A campanha eleitoral já começou. Com as chapas definidas, ainda há espaço para surpresas, mas a tendência é que se mantenham as oito chapas formadas nas convenções da última sexta-feira. Com o registro das candidaturas amanhã, a campanha eleitoral deve começar oficialmente na próxima terça, dia 20.

Isso significa o início de um período que os eleitores já conhecem bem e que exige paciência. Paciência para lidar com as promessas de sempre, com sorrisos fáceis e  a imagem de austeridade  típica das campanhas eleitorais.

Há poucos anos, em junho de 2013, milhares de pessoas foram às ruas para pedir o fim da corrupção no País. Jovens postavam fotos nas redes sociais segurando cartazes com dizeres do tipo: “Desculpe o transtorno, estamos mudando o Brasil”.

Infelizmente, quatro anos depois, o transtorno não só continua, como se agravou. E o País, se mudou, foi para pior. Isso não quer dizer que as passeatas foram em vão. O tema corrupção nunca foi tão debatido no País e um clima de anseio por mudança tomou conta da nação. É nesse clima que a campanha eleitoral no Amazonas começará na terça-feira. Os protestos nas ruas sempre fizeram parte do processo democrático do País. Foi assim na luta pelas eleições diretas, no impeachment de Fernando Collor e, mais recentemente, de Dilma Rousseff.

O povo nas ruas é sinal de amadurecimento da democracia, mas o povo nas urnas, com o mesmo ímpeto e indignação das manifestações é um protesto muito mais eficaz. Se a vontade é de melhorar a qualidade da representação política, a hora de agir é agora. Analisando a trajetória de cada candidato, a ficha corrida de cada um, o posicionamento de cada candidato sobre questões como o combate à corrupção. Vale destacar que essas respostas não necessariamente virão na propaganda eleitoral, onde todos os candidatos serão apresentados como exemplos de honestidade e competência. As respostas estão na própria história do candidato, o que ele fez nos cargos que já ocupou? Tem complicações com a Justiça? Observando fatores como esses, é possível saber se o discurso condiz com a vida do postulante a governador.

Para superar a atual crise política, o País precisa de uma classe política melhor e isso depende de cada cidadão.