Quarta-feira, 22 de Setembro de 2021
Editorial

Olimpíada e diversidade


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31/07/2021 às 09:19

O mundo dos esportes é feito à moda da paixão, não somente esse sentimento arrebatador, mas como negócio que até negocia as paixões. Ainda carrega a porção maior do masculino e masculinizado por onde uma ideia de ser forte é propagandeada e se torna relevante ao ponto de determinar escolhas. Os desportistas, nas diferentes áreas, ora atendem a um determinado modelo, ora a outros, numa batalha muito importante que vem sendo travada há muitas décadas.

As Olimpíadas do Japão sustentam o slogan dos jogos da diversidade e, dessa maneira, algumas janelas estão sendo abertas em tamanho maior embora a mão que discrimina esteja presente e bata forte. São as paisagens dessas janelas que necessitam ser olhadas com atenção, elas revelam vivências muito ricas e que ajudam a uma conduta de respeito a outra pessoa.

É possível que a medalha mais importante ao término dessas olímpiadas seja a do ambiente de diversidade incentivado. A questão é que esse ambiente não está impresso em uma medalha de ouro, de prata ou de bronze, e sim no conjunto dos jogos. Por isso, exige ser percebido, sentido, sair da invisibilidade que em determinadas situações anda de braços dados com o racismo, o sexismo e e outros ismos por onde são validados os atos de violência.

O mundo e, em particular, o Brasil, necessitam de muitas Olimpíadas da diversidade para ampliaram o patamar de respeito em relação a outra pessoa. Ao mesmo tempo que atos racistas e autoritários se multiplicaram nos países e nas cidades, ganham os gabinetes das autoridades públicas e mobilizam servidores públicos, aliados dessas autoridades, outras posturas vão se apresentando e tentando romper com o que é abominável, mas acatado e até valorizado por alguns segmentos da sociedade. São esses outros comportamentos que nos levam a exercitar com maior frequência o respeito e a compreender a importância da luta pelo fim da desigualdade socioeconômica que compõem uma cultura baseada na humanização e no bom, no justo e no belo. 

Não se trata de pensar o respeito como utopia e sim carrega-lo na força da utopia que faz caminhar, acreditar e seguir adiante. As mudanças são possíveis desde que as pessoas mobilizadas para elas estejam dispostas a construí-las.


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