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Editorial

Omissão governamental ampliada

09/08/2016 às 22:07 - Atualizado em 10/08/2016 às 09:54
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As manifestações de moradores de Manaus mostram uma realidade absurda: falta água em vários bairros; falta energia por até 15 dias seguidos e o serviço é interrompido praticamente todos os dias em diferentes comunidades; pacientes e familiares esperam em sofrimento para conseguir a realização de cirurgias. Os relatos são feitos cotidianamente em diferentes plataformas de comunicação e informação (jornais impressos, emissoras de televisão e rádio, mídia eletrônica). As respostas dos que estão administrando esses setores é lenta e distante de uma tomada de posição para resolver a situação.

Abandono. É esse o sentimento experimentando pelas famílias diante do quadro. Aparentemente é como se os gestores públicos estivessem em férias indevidas ora cuidando dos temas das campanhas eleitorais ora na condição de torcedor nas Olimpíadas.

Os  órgãos de vigilância da atuação dos governos  estão sendo chamados a ampliar o olhar e recolher, na mídia, as manifestações diárias. São nas ações de questionamento, de representação, de um lado, e de cobrança firme, de outro, que estão parte do fundamento legal para retirar a cidade desse estado de omissão administrativa em larga escala. Da parte das pessoas lesadas, as denúncias e os atos de protestos estão sendo feitos e tendem a crescer, com adoções de medidas mais drásticas, caso as respostas permaneçam no mesmo patamar das que agora estão sendo dadas.

Há um flagrante desrespeito às pessoas e atentados contra a vida daqueles que dependem da atenção médica completa. Se falta água, se falta energia e se falta estrutura mínima para realizar cirurgias, as autoridades devem vir a público, por obrigação, dizer o que e como estão fazendo para encontrar uma solução. Não podem embora o façam transferir essa tarefa a assessores e repetir frases de efeito que de tanto uso já não produzem efeitos senão o da revolta.

A demora na tentativa de esclarecer, resolver e, se for o caso, punir os responsáveis pelas sucessivas falhas na realização desses serviços, e a falta de punição compõem a rede de impunidade que garante por longa data a omissão como norma de conduta aceita na gestão pública. Ao mesmo tempo o quadro incentiva os moradores mais afetados a ir à luta para dizer que não aceitam mais ser tratados dessa maneira, como pessoas sem direitos.