Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020
Editorial

Ônibus em pane, cenas repetidas


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14/01/2020 às 08:26

Mais uma vez os ônibus do transporte público podem ser vistos em pane nas ruas da cidade e passageiros amontados a espera do resgate. O cenário que tomou conta de inúmeras linhas de bairros no ano passado chega a janeiro repetindo a situação sem que os passageiros e a sociedade em geral possam saber o que está sendo feito concretamente para resolver essa situação.

Este ano começam as pressões para reajustar o preço da passagem. Em algumas cidades brasileiras já vigoram novos preços.  O caso de Manaus, o assunto já está em circulação, o pior é que esse ocorre em uma das crises mais profundas do setor quando em meses seguidos passageiros foram submetidos diariamente aos ônibus quebrados e interrupções nas viagens.

Desde a semana passada os ônibus em pane submeterem centenas de passageiros a agonia de não conseguir, no tempo legal, chegar ao destino. Ônibus parado pela manhã, cedo, quando a maioria das pessoas se dirigem ao trabalho e ou à escola e se deparam com essa parada forçada. Também no retorna para casa, veículos lotados e, em pane, na metade do caminho.

A repetição desse problema que atinge milhares de pessoas e produz transtornos de várias ordens está sendo banalizada. É como se a frequência em que ocorrem não fosse algo sério que devesse receber atenção. Comissões de parlamentares que cuidam dessa área deveriam ter presença mais forte e determinada em averiguar e buscar meios legais de solução, a presença igualmente ativa do governo municipal por meio dos órgãos que estão vinculados à área de setor de transportes públicos, dos empresários e trabalhadores que atuam nesse segmento. Em Manaus, a sensação transmitida por usuário do sistema de transporte público é que está abandonado e o que ocorre não mais chama atenção das autoridades, o passageiro se sente órfão embora para ter acesso ao serviço tenha que pagar por ele sem a garantia de que será atendido completamente.

Como alterar a regra desse jogo? Quem dará o primeiro passo para retirar o sistema de transporte dessa letargia que adoece as pessoas? A resposta não é única, mas caberá ao passageiro um papel fundamental para pressionar e reivindicar a realização das mudanças que necessitam ser feitas.


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