Domingo, 28 de Fevereiro de 2021
Editorial

Os dilemas da vacinação


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21/01/2021 às 07:06

Recepcionada, no Brasil, pela esperança, alegria e ansiedade, a vacina anti-Covid-19 coloca os brasileiros diante de uma situação até agora não esclarecida e, de modo mais amplo, submetida ao elenco dos temas utilizados para produzir tensões. Nesse momento, pesquisadores da área, notoriamente qualificados, chamam a atenção para a falta de insumos internos que permitam o País produzir e disponibilizar vacinas e seringas em quantidade suficiente para atender os mais de 212 milhões de brasileiros.

São advertências e alertas que devem ser consideradas imediatamente para que o ato seguinte, o da vacinação da população, não se transforme em uma um capítulo deprimente. Problemas estão ocorrendo e irão ocorrer. Mas, esses poderão ser minimizados e os atuais resolvidos sem impactos mais negativos, caso haja vontade política em enfrentá-los. Até agora nada foi feito para dissolvê-los, ao contrário, se ignoradas as questões que pesquisadores atualmente apresentam, outro drama está em curso para em pouco tempo explodir, as manifestações de segmentos da população pelo direito de acesso à vacinação o mais rápido possível. 

A forma atrapalhada e irresponsável como o item vacinação foi tratado aprofundou os problemas que já eram muitos tanto para a aquisição da vacina quanto na articulação por uma campanha nacional de vacinação em massa. As primeiras falas oficiais foram na tentativa de enfraquecer a busca pela vacinação, como tomada de posição necessária por parte de cada brasileiro. Há confusão quanto ao prazo a ser observado entre a primeira e segunda doses da vacina e, nesse caso, o posicionamento da autoridade em saúde sanitária, feito de forma clara e transparente, seria o gesto que a sociedade brasileira pede. Nas cidades, vigora o desentendimento quanto ao prazo a ser obedecido na aplicação da primeira e da segunda doses.

Se o governo, como ente responsável para conduzir a campanha nacional de vacinação, ignora os problemas nessa área, que os responsáveis dos outros poderes entrem de fato em cena e ajudem os brasileiros a ter um plano possível de ser aplicado para que a população seja vacinada. Que sejam respeitados os critérios de necessidade e de vulnerabilidade para selecionar os que passam a receber a vacina, não os critérios de político, econômico, de relações de poder que atuam para furar a fila da decência e da posição dos protocolos de saúde e do sanitarismo. 
 


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