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Editorial

Os grandes desafios

28/08/2017 às 01:34
Show amazonino 123

O novo governador do Estado terá uma série de desafios pela frente e, de início, 14 meses para encará-los, o que o deixa com uma baita responsabilidade sobre os ombros. São problemas que vão da eterna ameaça ao modelo Zona Franca de Manaus até os avanços do desmatamento na região Sul do Estado.

O trabalho deve começar pelo enfrentamento jurídico, já encaminhado pelo atual governo, da lei complementar 126, que reconheceu a guerra fiscal e tirou do Amazonas, Espírito Santo, Goiás e São Paulo a exclusividade, garantida na Constituição Federal, de conceder incentivos fiscais. Com fôlego renovado pelas urnas, o novo gestor terá de empenhar esse capital político no enfrentamento nos tribunais.

Outra questão premente diz respeito ao combate a criminalidade tanto em Manaus quanto nos municípios do interior. Vivemos hoje um estado de insegurança que aflige de maneira radical todos os amazonenses, que no passado sonhavam com o velho hábito de dormir de janelas abertas, mas hoje estão cada vez mais vivendo trancados em condomínios e com grades por todas as partes das casas. No cerne da insegurança está o tráfico de drogas. Em todos os municípios esse é o problema central a ser combatido pelas forças de segurança, que até o momento, em que pese o aumento nas apreensões e o número de prisões, estão perdendo essa guerra. Unir as forças, planejar estrategicamente e colocar a tropa nas ruas, hoje boa parte está em gabinetes, é missão espinhosa para a nova gestão que se iniciará em outubro.

Na área ambiental o desafio é conter o avanço do desmatamento e o crescente número de queimadas. Temos sempre de ressaltar que o verde do nosso mapa é um ativo valiosíssimo.

E não é só porque é bom ser um Estado ecológico, mas sim porque nos dá argumento para seguirmos mantendo vivo o nosso principal modelo de desenvolvimento, o Polo Industrial de Manaus. Desenvolver políticas de proteção ambiental é tarefa urgente, principalmente neste verão amazônico que se avizinha um dos mais quentes dos últimos anos. Some-se a este conjunto de problemas, o mais grave de todos: a economia.

A nova gestão tem que buscar soluções rápidas, agregar aliados e derrubar barreiras com vistas a devolver a pujança experimentada até 2014.