Sexta-feira, 03 de Dezembro de 2021
Editorial

Outras tarefas precisam ser feitas


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19/10/2021 às 07:33

O governo municipal necessita ampliar a luta das realizações e fazê-las presentes na parte mais pobre e mais excluída da capital amazonense. Essa é a maior parte da cidade e nela vivem milhares de famílias que ano após ano aguardam por melhorias reais e mais duradouras nos lugares onde mora.

São áreas que não conhecem o que é saneamento básico e expressam inúmeras formas de violência cotidianas. Os que atuam em micro atividades são vítimas da falta de ruas asfaltadas, de iluminação pública adequada, do fornecimento de água regular e de uma política educadora no manejo do lixo doméstico e comercial.

A omissão de seguidas administrações públicas tem favorecido à cultura do abandono e quando esta se institui como modelo faz estragos profundos no tecido social que para ser reparado pede tempo longo. Populações de cidades que estão marcadas pelo abandono vivem a regra da desigualdade socioeconômica e são empurradas para longe de uma perspectiva da realização da justiça social.

A noção de respeito se perde e passa a valer a “lei” do quem for fraco que se quebre. Muitos estão sendo quebrados pela potência da desigualdade no Brasil e no Estado do Amazonas. Manaus é uma das cidades com expressiva concentração de riqueza cujo resultado é a expansão da pobreza e da miséria.

São criados cada vez mais espaços de poucos, bem cuidados, reformados, agradáveis porque boa parte dos serviços e equipamentos públicos funciona bem enquanto na parte territorial mais extensa os aglomerados humanos são a referência, praticamente nada funciona por completo. O que é colocado como serviço e bem público apresenta qualidade inferior ou a falta de cuidado no desenvolvimento dos mesmos dentro da velha ideia de que é para pobre pode ser de qualquer jeito.

Resgatar a dignidade das pessoas que vem sendo a cada dia mais empurradas a um tipo de vida miserável é tarefa dos governantes e se faz urgente, sem sofrer descontinuidade a fim de que o projeto prospere. Quando áreas ricas são privilegiadas nas atenções municipais, a dignidade da maioria da população é ferida mais uma vez. A cidade precisa ter rosto mais plural na sua forma de viver e de trabalhar para reduzir a desigualdade preponderante.


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