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Editorial

Pacote vai ativar a economia

17/04/2017 às 21:13 - Atualizado em 17/04/2017 às 21:15
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Há um velho debate no capitalismo brasileiro que não chegou a um consenso sobre qual deve ser o tamanho do Estado e qual papel ele tem na indução da atividade econômica.

Os mais liberais pregam que a função do Estado na ecônomia deve se restringir ao mínimo possível, preocupando-se com setores essenciais, como saúde, educação e segurança, deixando o restante para a iniciativa privada tomar conta livremente. A visão liberal prevaleceu pelo  tempo em que o Governo Federal foi conduzido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que aceitou e implantou no País as teses do neoliberaliso e o consenso de  Washington.

A visão oposta, prevalente nos governos petistas de Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, apostava alto nas intervenções do Estado como indutor da economia ao mesmo tempo em que via-se como protetor das camadas mais excluídas e fragilizadas da sociedade.

As duas maneiras de ver o Estado seguiram um roteiro muito divergente, mas com meios e fins semelhantes: O Brasil cresceu, incluiu e ao final do ciclo entrou em forte crise econômica, tanto em 2002 (fim do governo FHC) quando em 2015 (fim da era petista).


Na prática, como o Brasil é um país em que a poupança interna  é pequena - quase toda concentrada no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) - e a chamada formação bruta de capital é deficiente,  nossa capacidade de investir é pequena e, por isso, deve ser muito bem feita para poder dar resultados positivos.

Pois é de olho nessa questão prática que o Governo do Estado apresentou, ontem, um pacote de obras que privilegia ações em áreas estratégicas, como na Educação. Somente nessa área teremos obras que poderão empregar diretamente 35 mil amazonenses.

Também merece destaque as obras de logística interna em Manaus, uma capital industrial que não têm até o momento vias compatíveis com o movimento de carga. Para destravar esse gargalo, o governo promete agora retomar as obras dos anéis viários, que farão a interligação entre a região da Ponta Negra com o Distrito Industrial, facilitando o transporte de cargas que hoje é feito à noite, encarecendo o frete pago pelas empresas, ou por meio de caminhões que deixam o trânsito nas vias centrais sobrecarregado, o que no final também encarece o frete.