Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Editorial

Pandemia da estupidez


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08/12/2021 às 08:23

A pandemia de covid-19 tem ressaltado diversas facetas de diferentes grupos de pessoas e também de nações. Foi exposto o individualismo de países como Estados Unidos e Uruguai, que compraram vacinas em número várias vezes superior à própria população, causando desabastecimento de imunizantes e falta de vacinas em países africanos, por exemplo.

Nos últimos anos, a estupidez tem se manifestado em diferentes níveis; grupos radicais têm se fortalecido graças às interações via redes sociais. É de difícil compreensão e até assustador o movimento anti-vacina que se vê em alguns países. Há forte resistência aos imunizantes por parte de parcela significativa das populações europeia e norte-americana. Não bastasse a recusa em se vacinar, muitas pessoas estão indo às ruas para promover protestos contra medidas sanitárias comprovadamente eficazes no combate à pandemia. Nem no Brasil, onde há um claro movimento pró-estupidez instalado há alguns anos e patrocinado por autoridades, houve uma rejeição tão forte às vacinas. Pelo contrário, apesar da recusa de certa parcela, a maior parte da sociedade compreendeu a importância das vacinas, o que é uma importante arma contra as novas variantes do coronavírus.

No entanto, a atual cobertura vacinal, apesar de elevada, ainda pode melhorar. Daí o esforço do governo do Estado e das prefeituras municipais em incentivar a vacinação em todas as faixas etárias já alcançadas pelos programas de imunização. A adoção do passaporte vacinal, apesar de desprezada pelo governo federal, tem sido amplamente aceita em estados e municípios. Trata-se de uma medida coerente e justa. Com a pandemia dando sinais de declínio, é natural que as pessoas queiram voltar a interagir nos encontros sociais, ainda mais se já completaram o ciclo vacinal. Uma vez que estamos em uma democracia, é direito de qualquer um recusar a vacina, mas tal pessoa precisa aceitar que essa decisão traz ônus. Além disso, é direito dos vacinados estar em ambiente onde os demais estejam igualmente imunizados. Qualquer pessoa pode decidir colocar sua vida em risco, mas não tem o direito de arriscar a dos outros.


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