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Editorial

Participação cidadã

30/03/2016 às 08:52
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Há muito que se diz pelos cantos que a crise econômica, anabolizada que foi pela crise política, fez desaparecer bons nacos da arrecadação estatal e assim paralisou praticamente todos os projetos e obras em andamento no Pais, de modo geral, e no Amazonas em particular. Todos sabem, até pelo exemplo que têm em casa, que nada ou pouco de faz quando o cofre está meio vazio. Essa situação afetou particularmente o setor de saúde, um dos pontos nevrálgicos de qualquer administração pública que se pretenda eficiente e eficaz.

Uma das obras prejudicadas pela redução no volume de recursos disponíveis no setor público foi a construção do novo Hospital do Sangue, que começou em 2014 e ainda patina nos 40% do cronograma de conclusão.

A nova unidade da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado do Amazonas (FHemoam) prevê a instalação de 150 leitos e a oferta de serviços de saúde especializados para adultos e crianças, tudo espalhado em 3 mil metros quadrados de área.

No entanto, entre o sonho e a realização dele apareceu a crise de arrecadação e um aditivo de R$ 21 milhões.  Mas ao invés de chorar pela “crise derramada”, a direção da FHemoam se aliou à organização Sangue Nativo e hoje, como mostra A CRÍTICA, vão lançar uma campanha cujo slogan é “Hospital do Sangue: uma conquista comunitária” e cujo objetivo é sensibilizar a população amazonense a doar recursos que serão usados na obra desta importante unidade hospitalar.  É uma iniciativa louvável porque tenta chamar o cidadão para contribuir com a edificação que servirá a ele próprio, além de sair da inércia administrativa.

A busca de fontes de recurso que não dependam da arrecadação pode ser saída para muita ideia boa que está hoje presa ao papel. As Parcerias Público Privadas,  nesse contexto, precisam ser melhor aproveitadas.

E a iniciativa do FHemoam aprimora o conceito ao permitir que, cada um, dentro das suas possibilidades, ajude a colocar um tijolinho dessa obra coletiva.