Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Editorial

Passageiros sob a lógica do abandono


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19/10/2019 às 07:28

Até hoje, do ponto mais visível, o grande número de passageiros amontoados em paradas, não houve nenhuma mudança positiva no serviço de transporte coletivo de Manaus. Este submetido a uma medição de força entre os empresários do setor e o executivo municipal é arrastado e arrasta os usuários a situações graves. A redução da frota, a permanente pane nos veículos, e a lotação tornaram-se cena cotidiana.

A intervenção por parte do governo municipal não gerou respostas que pudessem contemplar as necessidades básicas dos passageiros e a falta de informação mais esclarecedora cria a sensação de que esse foi um gesto de arrobo. Permanece a exigência de respostas sobre o que produziu a intervenção e como os resultados ajudaram ou irão ajudar os usuários de ônibus.

O registro praticamente diário de ônibus em pane é um deles. Dezenas de passageiros são submetidos a esses incidentes e forçados a permanecer por mais tempo, por vezes ao sol, na espera de um outro carro para completar a viagem interrompida. Eles podem ser vistos, amontados e em busca de sombra. O tipo de dano causado a esses passageiros vem sendo ignorado pela direção empresarial, autoridades que têm o dever se fazer o sistema funcionar adequadamente e pela área de fiscalização, o que agrava o quadro, pois, a sensação de impunidade promove a repetição dessas condutas.

Até agora, os passageiros têm se comportado de forma pacífica, aceitam, mesmo com insatisfação, o carro lotado, o preço cobrado, o tempo de espera e a pane. Muitos deles relatam ter vivido esse tipo de transtorno por várias vezes e questionam a falta de sensibilidade daqueles que gerenciam o sistema de transporte coletivo para com a situação que os leva a horas de estresse, desentendimentos entre os próprios passageiros e com familiares, perda de compromissos e à exaustão.

Olhar, com atenção, para essa realidade deveria ser também uma das tarefas dos vereadores de Manaus, bem como cobrar respostas que possam mudar o quadro. Os interesses mais restritos no trato das questões públicas acabam tendo peso maior e abrandam os encaminhados e as respostas desejáveis. Para os passageiros de ônibus, o que fica é o entendimento de que estão abandonados e reféns de um sistema de omissão.
 
 


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