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Editorial

Planejamento para Manaus

15/09/2016 às 22:00
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Não se pode ter sucesso em qualquer intervenção visando melhoria da qualidade de vida na cidade sem planejamento de longo prazo. Se apenas esta lição for assimilada pelos candidatos que disputam a Prefeitura de Manaus, a capital terá boas chances de se tornar uma cidade melhor em um futuro  não muito distante. A “dica”  - por mais óbvia que seja - raramente foi seguida pelos gestores que já governaram Manaus. Ontem, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAU-AM) entregou aos candidatos um documento com propostas detalhadas que podem ser aproveitadas nos programas de governo daqueles que pretendem administrar a cidade.

Ocorre na capital um certo provincianismo administrativo em que um novo prefeito ou governador empenha-se em desfazer o que foi feito pelo gestor anterior, causando um enorme atraso, além de desperdício do dinheiro público que foi investido. São tantos exemplos que nem vale a pena citar. Esta pode e precisa ser uma das diretrizes da nova gestão que assumir a Prefeitura de Manaus a partir de janeiro de 2017: desenvolver um plano abrangente de desenvolvimento urbano, contemplando aspectos como a mobilidade, a acessibilidade e o saneamento básico. Um plano que não tenha como horizonte apenas os quatro anos que vai durar a próxima administração, mas que seja continuado nos anos seguintes e aprimorado pelos prefeitos que virão.

Quem sabe assim, em algumas décadas, não tenhamos mais que enfrentar o transtorno de ter que andar em ruas sem calçadas ou com calçadas tomadas por mercadorias e ambulantes. A rua do Fuxico, no bairro Jorge Teixeira é um exemplo do que precisa ser mudado em Manaus. Trata-se de uma via em que o pedestre tem prioridade zero. Todo tipo de produtos ocupa o espaço que deveria ser destinado exclusivamente às pessoas. Até para os veículos é perigoso trafegar pela rua, pois a falta de ordem e também de educação das pessoas faz com que filas duplas e até triplas de carros dificultem bastante o trânsito.

Todos os candidatos - ou pelo menos os cinco que compareceram ou enviaram representantes ao evento do CAU-AM- assumiram o compromisso de levar a opinião dos arquitetos e urbanistas em consideração. Tomara que não seja só “conversa de candidato” em tempo de campanha.