Sábado, 17 de Agosto de 2019
Editorial

Plano Safra: o que falta para funcionar?


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20/07/2019 às 06:55

Há um sentimento de alegria com a notícia de ações de investimento de recursos no valor de R$ 350 milhões, no período 2019/2020, no setor primário do Amazonas. É o dado maior do Plano Safra recentemente anunciado pelo Governo do Amazonas.  De fato, o anúncio é animador e gera compromisso para que não se resuma apenas em mais um anúncio que tradicionalmente não se torna realidade.
Desde já é fundamental saber o caminho a ser feito pelos investimentos e as ações nas cadeias produtivas e a serviço de quem estarão, se do segmento que faz acontecer o setor primário do Estado ou de grupos que manipulam as formas de uso dos recursos financeiros para benefícios próprios e de grupos específicos em função de articulações de poder. Olhar com responsabilidade e permanência o setor primário e enxergar as áreas que necessitam ser apoiadas tecnicamente é uma exigência muito forte para o governo estadual.
O desafio está em fazer funcionar mecanismos de controle que impeçam o desvio dos recursos e alimentem o esquema de corrupção. O setor primário tem muito a contribuir com o desenvolvimento do Amazonas e promover a redução da pobreza e da miséria em que vivem milhares de famílias. Pode também funcionar na produção de uma sensação de bem-estar e segurança as pessoas que há décadas vivem a agonia do abandono e da omissão o que leva a um estado de adoecimento progressivo.
Um plano dessa natureza exige que o Governo do Amazonas tenha o seu próprio plano de desenvolvimento e, nele, apresente a política administrativa para o setor primário que passa pelos seguintes aspectos: regulação fundiária; política de crédito e de acesso legalmente compatíveis com o público-alvo; ampliação dos postos de venda, tendo Manaus como principal espaço de consumo para determinados produtos; e retorno das informações de forma transparente. Quem recebeu o quê e para dar conta do quê?  Está nesse tipo de controle um dos elementos de respostas esclarecedoras sobre execução de um plano safra que ainda irão gerar uma série de subsídios que poderão ser transformados estudos para um melhor planejamento nesse setor e resultados satisfatórios. O setor primário tem demonstrado persistência para existir e existir bem, com dignidade e respostas que ajudam a toda sociedade amazonense.
 


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